Caroline Mendes, caroline@dc7comunica.com.br
As exportações brasileiras mantiveram saldo positivo na terceira semana de setembro de 2025, e a agropecuária foi um dos destaques no cenário da balança comercial. O setor registrou crescimento de 5,7% na comparação com igual período de 2024, sustentado principalmente pelo bom desempenho das proteínas animais.
De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex/MDIC), enquanto a indústria extrativa e a de transformação enfrentaram quedas expressivas — puxadas por recuos em minério de ferro, cobre, alumínio e celulose — os embarques de carne bovina e de frango ajudaram a segurar o ritmo do agronegócio.
No acumulado do ano, o Brasil já exportou mais de US$ 247 bilhões, com superávit de US$ 45,1 bilhões na balança comercial. Dentro desse quadro, os embarques de proteínas animais continuam sendo estratégicos para manter a competitividade do país, reforçando a posição do Brasil como fornecedor global de alimentos.

As carnes bovina e de frango, principais produtos da pauta agropecuária, seguem com forte demanda internacional, especialmente da Ásia e do Oriente Médio, e foram fundamentais para o avanço das exportações do setor. Esse crescimento contrasta com a retração da indústria de transformação, que registrou queda de 4,5% na média diária exportada em setembro.
O resultado confirma a relevância das proteínas animais não apenas como motor das vendas externas, mas também como garantia de saldo positivo na balança comercial brasileira, em um cenário de pressão sobre outros segmentos exportadores.
LEIA TAMBÉM:
A revolução do Beef on Dairy e os desafios para o Brasil
Carne brasileira avança com bem-estar e sustentabilidade
ovinocultura
Do grano entero à dieta fast: a evolução da nutrição de bovinos de corte confinados no Brasil





