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Mesa de Mercado · CEPEA
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Exportações de proteínas seguem firmes em outubro e ajudam a sustentar superávit da balança comercial

Caroline Mendes – caroline@dc7comunica.com.br

As exportações brasileiras de proteínas animais seguem em trajetória positiva em outubro de 2025, contribuindo para o saldo favorável da balança comercial, que acumulou superávit de US$ 3,29 bilhões até a terceira semana do mês, segundo dados preliminares da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Mesmo em um cenário de leve retração nas vendas da indústria de transformação como um todo (-2,5%), o complexo de carnes manteve estabilidade e continua entre os principais motores do setor agropecuário brasileiro. Os embarques de carne de frango in natura, carne bovina congelada e carne suína seguem com bom desempenho, sustentados pela demanda consistente da Ásia e do Oriente Médio, além da ampliação das vendas para mercados emergentes.

Os embarques de carne de frango in natura, carne bovina congelada e carne suína seguem com bom desempenho, sustentados pela demanda consistente da Ásia e do Oriente Médio

O comportamento das exportações reflete o equilíbrio entre oferta interna e demanda externa, favorecido por custos de produção mais controlados e pela disponibilidade de insumos — especialmente soja e milho, que também registraram crescimento expressivo em outubro (+30,3% e +39,9%, respectivamente). Esses produtos, fundamentais para a nutrição animal, têm garantido competitividade às cadeias de frango, suínos e bovinos no cenário global.

De acordo com os dados da Secex, o setor agropecuário como um todo cresceu 12,7% na média diária das exportações frente a outubro de 2024, somando-se ao avanço do agronegócio brasileiro em 2025. Já as importações totais registraram variação modesta, de +1,1%, mantendo o equilíbrio da corrente de comércio nacional, que atingiu US$ 33,4 bilhões no acumulado do mês.

Com o bom desempenho das carnes e da produção de grãos, o Brasil reforça sua posição como um dos maiores exportadores mundiais de proteína animal, combinando eficiência produtiva, qualidade sanitária e capacidade de atendimento a diferentes mercados. O resultado consolida o papel estratégico do setor nas contas externas e reafirma sua relevância na geração de superávits comerciais e divisas para o país.

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