Por Caroline Mendes | caroline@dc7comunica.com.br
As exportações brasileiras de carnes iniciaram o mês de maio com desempenho expressivo. Somente na primeira semana do mês, os embarques de proteínas de origem animal renderam US$ 4,08 milhões, valor que corresponde a 80% do total exportado no período analisado.
Os dados, obtidos a partir de nota fiscal de comércio exterior e classificados conforme a planilha de setores e produtos, destacam a força do setor na pauta exportadora do agronegócio brasileiro. Entre os principais produtos embarcados estão carne de frango congelada, miúdos comestíveis de frango, carne suína desossada congelada e miúdos suínos congelados.
O destaque ficou com a carne de frango congelada, que liderou o faturamento com US$ 2,16 milhões em vendas externas na semana. Considerando também os miúdos de frango, o total da proteína aviária chegou a US$ 3,03 milhões, o equivalente a 75% da receita com carnes no período.
A carne suína congelada, por sua vez, somou US$ 619,3 mil, enquanto os miúdos suínos totalizaram US$ 353,9 mil. Juntos, os produtos suínos representaram cerca de 24% da receita com exportações de proteína animal.

Frango mantém liderança
A performance da carne de frango segue impulsionada pela demanda firme de mercados da Ásia e do Oriente Médio, que valorizam o padrão sanitário, a rastreabilidade e a regularidade da produção brasileira. Atualmente, o Brasil exporta carne de frango para mais de 150 países, consolidando-se como o maior exportador global da proteína.
Suínos avançam no mercado externo
No caso da proteína suína, o crescimento das exportações reflete o avanço do Brasil em mercados estratégicos, como China, Filipinas e Chile. A competitividade da carne suína brasileira tem sido favorecida pelo câmbio, pela alta nos custos de produção em países concorrentes e pela valorização do status sanitário do país.
Com o bom desempenho registrado nos primeiros dias de maio, a expectativa é de que o setor mantenha ritmo acelerado de embarques ao longo do mês. A combinação de oferta estável, demanda internacional aquecida e logística portuária eficiente deve continuar favorecendo os resultados.
A proteína animal permanece como um dos pilares da balança comercial brasileira, contribuindo diretamente para o superávit do agronegócio e para a geração de divisas no país.
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