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Exportações brasileiras seguem firmes em abril, com destaque para carne bovina e frango

No total, as exportações brasileiras somaram US$ 18,86 bilhões até a terceira semana de abril

Por Carol Mendes | carolmendesmosca@gmail.com

O Brasil segue firme na exportação de alimentos, e os dados da terceira semana de abril de 2025 reforçam essa posição. Segundo levantamento da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), as exportações de proteínas animais — especialmente carnes bovina, de frango, suína e pescados — contribuíram de forma decisiva para o superávit da balança comercial, que acumulou saldo positivo de US$ 4,56 bilhões no mês até agora.

O grande destaque do período foi a carne bovina fresca, refrigerada ou congelada, que registrou um expressivo crescimento de 43,1% na média diária exportada, em comparação com o mesmo período de abril de 2024. O avanço representa um acréscimo de US$ 18,43 milhões por dia, evidenciando o aumento da demanda internacional por proteína bovina brasileira — especialmente em mercados como China, Estados Unidos e países do Oriente Médio.

Outro protagonista do comércio exterior brasileiro continua sendo a carne de frango in natura, com exportações que somaram US$ 593,31 milhões até a terceira semana do mês. O crescimento foi de 6,6% em relação ao mesmo período do ano passado. Líder nas exportações do setor de aves, o produto mantém a confiança dos importadores internacionais, graças à competitividade, escala de produção e controle sanitário.

O grande destaque do período foi a carne bovina fresca, refrigerada ou congelada, que registrou um expressivo crescimento de 43,1% na média diária exportada, em comparação com o mesmo período de abril de 2024.

A carne suína in natura também teve desempenho acima da média, totalizando US$ 168,28 milhões em embarques — um crescimento de 15,8% sobre abril de 2024. O setor tem se beneficiado da reabertura e ampliação de mercados, sobretudo na Ásia, como China, Vietnã e Filipinas, e da valorização do produto no cenário global.

Já o segmento de pescados, ainda que com menor participação no total exportado, segue estável e com boas perspectivas. As exportações chegaram a US$ 25,8 milhões no acumulado do mês, valor similar ao registrado no mesmo período do ano anterior. A estabilidade indica resiliência do setor, que tem buscado diversificação e agregação de valor, com produtos processados e espécies de maior interesse no mercado externo.

No total, as exportações brasileiras somaram US$ 18,86 bilhões até a terceira semana de abril, enquanto as importações ficaram em US$ 14,29 bilhões, resultando em um saldo positivo de US$ 4,56 bilhões. A corrente de comércio — soma de exportações e importações — alcançou US$ 33,16 bilhões, o que representa um crescimento de 7,5% na média diária em relação ao mesmo período de 2024.

Esses números confirmam a força das cadeias produtivas de aves, suínos, bovinos e pescados, que continuam sendo pilares do agronegócio brasileiro e fundamentais para a economia nacional. Mais do que geradoras de divisas, essas cadeias consolidam o papel do Brasil como fornecedor confiável de alimentos de qualidade ao mundo — em um momento no qual segurança alimentar e sustentabilidade são cada vez mais valorizadas.

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