Com crescimento expressivo nas últimas décadas, o Cerrado se consolidou como uma das principais regiões produtoras de soja no Brasil. Segundo levantamento do MapBiomas, a área cultivada passou de pouco mais de 1 milhão para cerca de 18 milhões de hectares, refletindo o avanço tecnológico e a expansão da fronteira agrícola. No entanto, esse progresso trouxe também novos desafios fitossanitários, entre eles, o nematoide de cisto da soja (Heterodera glycines), que compromete o sistema radicular da planta e impacta significativamente a produtividade.
“O nematoide está presente em grande parte das áreas produtivas do Brasil, mas é principalmente no Cerrado onde pode causar perdas expressivas ao longo das safras. Ele afeta o desenvolvimento das raízes, reduz a absorção de água e nutrientes e impacta diretamente o potencial produtivo da lavoura”, afirma Diego Palharini, consultor técnico de produtos da TMG – Tropical Melhoramento & Genética.
Manejo integrado é essencial
Para lidar com o problema, o manejo do nematoide exige uma abordagem integrada e estratégica. A identificação precisa das raças presentes na área é um ponto de partida para definir as medidas mais eficazes. Entre as práticas recomendadas estão a utilização de plantas de cobertura, rotação de culturas, correção e estruturação do solo, além da escolha criteriosa de cultivares com resistência genética.
“O nematoide pode permanecer no solo por várias safras, tornando o controle mais complexo. Se não houver um planejamento adequado, as perdas tendem a aumentar a cada ciclo, comprometendo a viabilidade da cultura e das próximas safras”, alerta Diego.

Nesse cenário, cultivares com resistência genética surgem como uma ferramenta estratégica. “A resistência reduz os prejuízos sem comprometer o desempenho da lavoura. O impacto da praga pode ser grande, e cultivares adaptadas às condições do Cerrado permitem ao produtor manter a rentabilidade da área”, explica.
A TMG tem investido em cultivares adaptadas aos diferentes ambientes de produção, com destaque para o selo AMPLA CISTO, exclusivo da empresa. “São cultivares com resistência comprovada às nove principais raças do nematoide de cisto (1, 2, 3, 4, 5, 6, 9, 10 e 14), mantendo o padrão de produtividade. Em regiões com alta incidência da praga, os resultados apontam redução de até 90% nas ocorrências das raças identificadas”, detalha Diego.
Monitoramento contínuo
Além da escolha das cultivares, o especialista ressalta a importância do monitoramento constante das lavouras. A avaliação da evolução da infestação ao longo das safras é fundamental para o ajuste das estratégias de manejo. “A adoção de medidas preventivas, somada ao acompanhamento técnico especializado, contribui para reduzir a pressão da praga e evitar o surgimento de novas raças mais agressivas. Isso permite ao produtor manter o equilíbrio entre sanidade e produtividade”, conclui.
Fonte: TMG — Tropical Melhoramento e Genética, adaptado pela equipe FeedFood
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