Por Carol Mendes | carolmendesmosca@gmail.com
O setor de proteína animal segue firme como pilar da balança comercial brasileira. Até a 4ª semana de abril de 2025, as exportações de carne bovina cresceram 46,1% na média diária em relação ao mesmo período do ano passado, com um acréscimo de US$ 19,7 milhões por dia, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). A carne de frango e a carne suína também registraram bons desempenhos, contribuindo para a expansão do setor.
De acordo com dados da Secex e da planilha setorial fornecida, as exportações de carne de frango (in natura e industrializada) somaram cerca de US$ 770 milhões até abril, representando um dos maiores volumes do agronegócio brasileiro. A China, Arábia Saudita, Japão e Emirados Árabes Unidos continuam entre os principais destinos. A carne suína também mostra recuperação, com embarques acumulando mais de US$ 200 milhões no mês, com destaque para China, Hong Kong e Chile como principais mercados compradores.

Esse desempenho reforçou o crescimento das exportações da indústria de transformação, que avançaram 16,6% na média diária em abril. Além da carne bovina, outros itens de destaque nesse setor foram os produtos semiacabados de ferro e aço, ouro não monetário e aeronaves.
O Brasil fechou a 4ª semana de abril com superávit de US$ 2,537 bilhões, somando US$ 7,048 bilhões no mês. As exportações alcançaram US$ 26,01 bilhões, frente a importações de US$ 18,96 bilhões no acumulado do mês. No ano, o superávit já chega a US$ 17,03 bilhões.
Entre os produtos agropecuários, também se destacaram os embarques de animais vivos (+82,3%) e especiarias (+94,3%), embora com menor participação no total exportado. A soja em grão se manteve como carro-chefe do agronegócio, com crescimento de 4% no mês.
As importações de produtos ligados à produção animal, como medicamentos veterinários e fertilizantes químicos, também aumentaram significativamente, indicando um ciclo virtuoso de reinvestimento na produção para atender à crescente demanda internacional.
Com o aumento das exigências dos mercados internacionais por segurança alimentar, rastreabilidade e sustentabilidade, as carnes brasileiras continuam se posicionando como referência global em volume, qualidade e competitividade.
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