Por Caroline Mendes | caroline@dc7comunica.com.br
As exportações brasileiras de proteína animal mantêm trajetória de crescimento em agosto de 2025, impulsionando o saldo positivo da balança comercial. Dados preliminares da Secretaria de Comércio Exterior (SECEX) mostram que, na 2ª semana do mês, a carne bovina fresca, refrigerada ou congelada apresentou salto de 70% em relação ao mesmo período do ano passado, o que representa incremento de US$ 30,7 milhões na média diária embarcada.
Embora a carne bovina lidere os ganhos, outros segmentos da proteína animal também mantêm bom desempenho. As exportações de carne de frango e de peru seguem em patamares elevados, atendendo à demanda de mercados tradicionais e abrindo novas frentes, especialmente na Ásia e no Oriente Médio. No setor de suínos, os embarques continuam firmes, favorecidos pela valorização do produto no mercado internacional e pela diversificação de destinos, enquanto os ovos processados e in natura seguem ampliando espaço no comércio exterior, atendendo nichos de mercado em países da América Latina, África e Ásia.

O resultado da proteína animal é reforçado pela alta de insumos essenciais para a produção, como a soja (+20,8%) e o milho não moído (+27,8%), que registraram aumentos expressivos na média diária exportada. Esses produtos, fundamentais na formulação de rações, sustentam a competitividade e a capacidade de oferta das cadeias de carnes e ovos brasileiras.
Na 2ª semana de agosto, a balança comercial registrou superávit de US$ 1,286 bilhão, com exportações totais de US$ 6,727 bilhões e importações de US$ 5,441 bilhões. No acumulado do mês, as vendas externas somam US$ 8,858 bilhões, garantindo saldo positivo de US$ 2,217 bilhões. No ano, as exportações já atingem US$ 206,869 bilhões, consolidando o Brasil como potência global na produção e fornecimento de alimentos.
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