Os Estados Unidos registraram o primeiro foco comercial de pseudorrabia em suínos em mais de duas décadas. O caso foi confirmado pelo Serviço de Inspeção de Saúde Animal e Vegetal (APHIS), órgão ligado ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), em uma propriedade localizada próxima a Eldora, no estado de Iowa.
A detecção ocorreu em 22 de abril de 2026 e envolve o vírus da Doença de Aujeszky, também conhecida como pseudorrabia. Segundo as autoridades sanitárias norte-americanas, o vírus não era identificado em operações comerciais de suínos no país desde 2004.
No total, 11 animais foram considerados suscetíveis na propriedade, sendo que cinco apresentaram resultado positivo para a doença. De acordo com o APHIS, os suínos infectados eram javalis oriundos de uma criação ao ar livre no Texas, estado onde também foram identificados animais positivos para o vírus.
As autoridades sanitárias informaram que os animais afetados foram isolados e posteriormente sacrificados como medida de contenção. O APHIS também afirmou que está ampliando os trabalhos de rastreamento epidemiológico para identificar possíveis exposições relacionadas ao foco.

Doença segue presente em javalis selvagens
Embora os Estados Unidos sejam considerados livres da pseudorrabia em rebanhos comerciais desde o início dos anos 2000, a doença continua circulando em populações de porcos selvagens no país. Esse cenário mantém o risco de transmissão para criações comerciais, principalmente em sistemas de produção ao ar livre.
Segundo a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), o foco registrado em Iowa reforça a necessidade de vigilância contínua e medidas rigorosas de biosseguridade para evitar a disseminação do vírus entre propriedades comerciais.
O APHIS informou ainda que nenhum sêmen proveniente de animais afetados foi destinado ao mercado doméstico ou internacional, reduzindo riscos relacionados à disseminação por material genético.
Doença pode causar perdas produtivas
A Doença de Aujeszky é causada pelo herpesvírus suíno tipo 1 e pode provocar sintomas respiratórios, neurológicos e reprodutivos em suínos de diferentes idades. Entre os sinais clínicos estão aborto, natimortos, pneumonia, diarreia, vômitos, perda de coordenação motora e problemas respiratórios.
Em leitões mais jovens, os impactos tendem a ser mais severos, enquanto animais adultos podem apresentar sintomas respiratórios e redução de desempenho produtivo.
Apesar do controle sanitário existente em diversos países, surtos esporádicos seguem sendo registrados no cenário internacional. Em 2026, casos também foram reportados na Hungria e em Papua-Nova Guiné. Já a França registrou novos episódios da doença no final de 2025.
Fonte: APHIS/USDA e Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), adaptado pela equipe Feed&Food
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