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Especialistas alertam para riscos e reforçam biosseguridade na avicultura

Prevenção contra Influenza Aviária e outras doenças foi tema central no segundo dia do Simpósio Técnico da ACAV

avicultura

A biosseguridade esteve no centro dos debates desta quarta-feira (6) no 15º Simpósio Técnico da ACAV, em Florianópolis (SC). As palestras da manhã abordaram as principais ameaças virais que desafiam a sanidade das aves, com destaque para a Influenza Aviária (IA), e apresentaram estratégias de prevenção, controle de riscos e resposta rápida nas granjas.

A médica-veterinária Isabella Lourenço abriu o bloco destacando doenças como laringotraqueíte, reovírus, bronquite, astrovírus, adenovírus, gumboro e anemia. Segundo ela, a imunização adequada das aves, com protocolos estratégicos de vacinação, é essencial para garantir resistência às doenças e reduzir a disseminação dos vírus no plantel. “A biossegurança aplicada corretamente é capaz de proteger a produção de forma contínua e eficaz”, afirma.

Na sequência, o especialista internacional David E. Swayne apresentou um panorama global da Influenza Aviária e classificou a doença como uma das mais sérias ameaças à avicultura industrial. Ele reforçou a importância de ações coordenadas de vigilância sanitária, protocolos rígidos de biossegurança, eliminação de focos de contaminação e vacinação específica para populações de risco.

Encerrando o bloco, o médico-veterinário Bruno Passamillo chamou atenção para o momento crítico do Brasil em relação à Influenza Aviária. Para ele, o país vive o período de maior risco de contaminação da história recente. “É necessário trabalhar com planos de contingência realistas e específicos para cada região, com equipes preparadas e protocolos que permitam a continuidade da produção mesmo diante de surtos”, explica.

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Isabella Lourenço, David Swayne e Bruno Passamillo compartilharam soluções práticas para elevar o nível de biosseguridade na avicultura brasileira, com foco em vigilância e contenção. (Foto: Letícia Bombo/MB Comunicação)

Apesar dos desafios, Passamillo elogiou a estrutura de vigilância sanitária brasileira, mas alertou para a necessidade de aprimorar as ações já existentes. “Saber agir é importante, mas saber reagir é vital para proteger a saúde dos animais e a sustentabilidade econômica das empresas”, conclui.

Fonte: ACAV, adaptado pela equipe FeedFood

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