Mesa de Mercado · CEPEA
Bezerro MSR$ 3.390,78
Bezerro SPR$ 3.182,01
Boi GordoR$ 338,65
Soja PRR$ 127,64
Soja PortoR$ 133,87
MilhoR$ 63,45
Suíno Carc.R$ 8,60
Suíno PRR$ 4,66
Suíno SCR$ 5,00
Suíno SPR$ 5,27
Bezerro MSR$ 3.390,78
Bezerro SPR$ 3.182,01
Boi GordoR$ 338,65
Soja PRR$ 127,64
Soja PortoR$ 133,87
MilhoR$ 63,45
Suíno Carc.R$ 8,60
Suíno PRR$ 4,66
Suíno SCR$ 5,00
Suíno SPR$ 5,27

El Niño muito forte eleva alerta sanitário na pecuária brasileira

Probabilidade de 81% para intensidade muito forte entre outubro e dezembro reforça atenção aos protocolos de biossegurança nos rebanhos

A previsão de intensificação do El Niño ao longo do segundo semestre de 2026 amplia a atenção da pecuária brasileira aos riscos sanitários associados a eventos climáticos extremos. Atualização divulgada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), com base no Centro de Previsão Climática (CPC/NOAA), aponta 81% de probabilidade de o fenômeno atingir intensidade muito forte entre outubro e dezembro.

As condições de El Niño estão estabelecidas desde junho, e os modelos indicam que o fenômeno pode permanecer ativo até o início de 2027. Para a Região Sul, as projeções aumentam a probabilidade de chuvas acima da média, enquanto áreas do centro-norte do País podem registrar precipitações abaixo do normal e temperaturas elevadas.

Clima amplia desafios sanitários

Na produção pecuária, períodos prolongados de chuva podem aumentar a presença de lama e água acumulada nas instalações, dificultando a higienização e favorecendo condições para a permanência de agentes infecciosos. Já situações de calor intenso e escassez hídrica podem aumentar o estresse dos animais e comprometer o manejo dos rebanhos.

Rebanho bovino enfrenta condições de calor e estiagem, cenário que pode elevar o estresse dos animais e ampliar os desafios de manejo e biossegurança durante episódios de El Niño. Crédito: Reprodução.

Nesse cenário, medidas de biossegurança, limpeza das instalações, controle da circulação de animais e higienização de veículos ganham importância para reduzir riscos de disseminação de agentes entre propriedades.

“O clima interfere diretamente na capacidade de controlar riscos sanitários. Quando o ambiente favorece a sobrevivência e a disseminação de patógenos, qualquer falha operacional tem consequências muito maiores”, afirma Vinicius Dias, CEO do Grupo Setta.

Transporte exige atenção

A circulação de caminhões entre propriedades, leilões e unidades de processamento também representa um ponto de atenção. O acúmulo de matéria orgânica nos veículos pode dificultar os procedimentos de limpeza, principalmente em períodos de chuva intensa.

O monitoramento oficial reforça que os impactos do El Niño variam conforme a região e que as condições meteorológicas e hidrológicas devem ser acompanhadas continuamente durante os próximos meses.

Você está em
Texto 100%