No Dia do Avicultor, celebrado em 28 de agosto, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) direcionou sua campanha nas redes sociais à manutenção permanente da biosseguridade nas granjas. A iniciativa reúne orientações e depoimentos de produtores para reforçar a prevenção de doenças na avicultura brasileira.
O foco está nos riscos relacionados à Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP). Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o Brasil mantém a condição de livre da doença em aves comerciais, após registrar um único foco em maio de 2025, em Montenegro (RS).
Protocolos devem ser contínuos
Entre os cuidados destacados estão o controle do acesso de pessoas e veículos, a higienização das instalações, o registro da movimentação, o monitoramento dos plantéis e a restrição do contato com aves silvestres. Suspeitas sanitárias devem ser comunicadas imediatamente ao Serviço Veterinário Oficial.
“O avicultor está na base de todos os avanços da nossa cadeia. É quem, diariamente, aplica os protocolos de biosseguridade, acompanha os animais e contribui diretamente para a produção de alimentos seguros para o Brasil e para o mundo”, afirma Ricardo Santin, presidente da ABPA.

Produção pode crescer
A ABPA projeta produção entre 16 milhões e 16,15 milhões de toneladas de carne de frango em 2026. No limite superior, o volume representaria crescimento de 5,6% sobre as 15,289 milhões de toneladas estimadas pela entidade para 2025.
As exportações de frango podem atingir 5,875 milhões de toneladas, avanço de até 10,3%. Já a produção de ovos é projetada em 64,8 bilhões de unidades, alta de até 4,1%, com consumo de 301 ovos por habitante.
Os números seguem a metodologia da ABPA. A pesquisa do IBGE possui cobertura própria, portanto, as duas séries não devem ser comparadas diretamente.
Ovos têm cenário diferente
Apesar da expectativa de crescimento da produção, a ABPA prevê redução das exportações de ovos. Os embarques podem cair de 40,9 mil toneladas em 2025 para 30 mil toneladas em 2026, retração de aproximadamente 26,6%.
Para 2027, a associação estima recuperação parcial para 34,5 mil toneladas, volume ainda inferior ao registrado em 2025. “Os números indicam continuidade do crescimento em 2027”, declara Santin. As projeções podem ser revistas conforme as condições sanitárias, produtivas e comerciais.



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