Os animais de reposição seguem valorizados no mercado brasileiro em 2026, com o bezerro apresentando o avanço mais expressivo entre as categorias analisadas. O movimento foi apontado nesta quinta-feira (27) pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
Segundo o Centro, a alta resulta da menor disponibilidade de animais, associada à retenção de fêmeas, e da demanda consistente de pecuaristas que atuam nas etapas de recria e engorda. O boi magro também permanece valorizado, mas apresenta evolução mais moderada.

Indicadores mostram diferença
No acumulado do ano até 19 de agosto, o bezerro registrava valorização de 9,60%, enquanto o boi gordo avançava 8,26%, conforme levantamento baseado nos indicadores do Cepea.
Em 26 de agosto, o Indicador do Bezerro Cepea/Esalq, referente a Mato Grosso do Sul, atingiu R$ 3.394,43 por cabeça, com alta mensal de 0,51%. O peso médio dos animais avaliados era de 207,49 quilos.

Na mesma data, o Indicador do Boi Gordo Cepea/Esalq, no estado de São Paulo, fechou a R$ 342,50 por arroba, acumulando queda de 1,17% no mês. A média a prazo paulista ficou em R$ 346,21, com recuo mensal de 1,29%.
Os valores absolutos não são diretamente comparáveis, pois o bezerro é cotado por cabeça em Mato Grosso do Sul e o boi gordo por arroba em São Paulo. O comunicado também não informa a variação acumulada nem as praças consideradas para o boi magro.
Custo aumenta na recria
Para quem adquire bezerros, a valorização eleva o capital necessário para iniciar o ciclo de recria. O impacto sobre a margem dependerá dos custos de pastagem, suplementação, sanidade e do preço futuro do animal terminado.
No caso do boi magro, o avanço inferior ao observado para o boi gordo reduz a pressão sobre a relação de troca do invernista. Isso não significa, contudo, queda nos custos, pois os preços da categoria continuam firmes.



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