Os preços da tilápia permaneceram firmes em fevereiro de 2026 nas principais regiões produtoras monitoradas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). O movimento foi influenciado pela combinação entre oferta relativamente limitada de peixe e aumento sazonal da demanda, típico do período da Quaresma.
Durante esse período do calendário religioso, o consumo de pescado costuma crescer no mercado interno, substituindo outras proteínas de origem animal. Esse comportamento reforça a procura por tilápia e contribui para sustentar as cotações nas diferentes regiões produtoras do país.
Segundo o Cepea, o equilíbrio entre oferta e demanda tem mantido estabilidade no mercado ao longo do mês. Mesmo com oscilações pontuais na produção, a procura mais intensa garante sustentação aos preços pagos ao produtor.
Nesse cenário, o poder de compra dos piscicultores em relação aos principais insumos utilizados na produção também se manteve em níveis considerados favoráveis. A relação de troca positiva contribui para preservar as margens da atividade, especialmente em um período de maior consumo interno.

No mercado externo, as exportações brasileiras de tilápia e produtos derivados registraram crescimento em fevereiro em relação ao mês anterior. Ainda assim, o volume embarcado permanece inferior ao observado no mesmo período de 2025.
Apesar do avanço no volume exportado, o faturamento das vendas externas foi impactado pelo câmbio. A valorização do real frente ao dólar reduziu a receita convertida para a moeda brasileira, limitando os ganhos financeiros obtidos com os embarques.
Mesmo com esse fator, a demanda internacional pelo pescado brasileiro segue ativa. O setor acompanha atentamente as condições do mercado global e as variações cambiais, que podem influenciar a competitividade das exportações nos próximos meses.
A combinação entre consumo aquecido no mercado interno e demanda externa moderada mantém o setor de tilapicultura atento às oportunidades e aos desafios do mercado, especialmente em períodos de maior consumo de pescado.
Fonte: Cepea, adaptado pela equipe Feed&Food
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