Por Caroline Mendes | caroline@dc7comunica.com.br
A valorização das principais proteínas avícolas segue firme no mercado brasileiro. De acordo com levantamentos do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), tanto o frango quanto os ovos registraram altas recentes, impulsionadas pela demanda interna aquecida, pela retomada das exportações e por ajustes na produção.
No caso da carne de frango, o movimento de alta tem sido sustentado por um conjunto de fatores. No mercado doméstico, a procura aumentou com a proximidade do Dia dos Pais e o recebimento dos salários, estimulando o consumo. Paralelamente, a retomada das exportações, beneficiada pelo reconhecimento do Brasil como país livre de Influenza Aviária, contribuiu para aquecer as vendas externas no início de agosto. Essa combinação fortaleceu a posição dos vendedores e manteve os preços em patamares mais elevados nas principais praças acompanhadas pelo Cepea.
Já no mercado de ovos, a escalada foi ainda mais intensa. As cotações subiram até 7% na última semana nas regiões monitoradas, reflexo de vendas aceleradas e estoques enxutos. A menor disponibilidade do produto tem relação direta com fatores sazonais: as temperaturas mais baixas reduzem a postura das aves e o descarte recente de poedeiras mais velhas limita a oferta.

Dados do IBGE reforçam a dimensão do mercado. No segundo trimestre de 2025, a produção nacional de ovos somou 1,22 bilhão de dúzias, aumento de 4% em relação ao mesmo período de 2024 e de 1,6% frente ao primeiro trimestre deste ano. Apesar do crescimento anual, o ajuste de curto prazo na produção tem sido suficiente para influenciar as cotações no atacado e no varejo.
O panorama indica que as oscilações nos preços devem seguir atreladas ao equilíbrio entre oferta e demanda, tanto no mercado interno quanto no externo. Para produtores, indústrias e varejistas, acompanhar de perto esses indicadores será essencial para se adaptar a um cenário de maior volatilidade, em que mudanças sazonais e condições climáticas podem alterar rapidamente as margens e a competitividade.
LEIA TAMBÉM:
Coreia do Sul, Angola e Catar retiram restrições à carne de aves do Brasil
Soja sobe e milho recua no mercado brasileiro, aponta Cepea
Setor de proteína animal gera US$ 1,92 bilhão a mais nas exportações até julho





