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Com foco em bem-estar, SBSA encerra programação

Último dia de evento contou com palestras sobre qualidade da água, bem-estar e saúde intestinal

Ao somar três dias robustos de programação, Simpósio Brasil Sul de Avicultura encerrou edição de 2022 com debates focados em qualidade da água, bem-estar e saúde intestinal. O evento, promovido pelo Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas (Nucleovet), foi iniciado na terça-feira (05) e encerrou na quinta-feira (07).

A disponibilidade de água foi explanada na palestra com o tema “Qualidade de água: sustentabilidade x crise hídrica”, pelo engenheiro agrônomo Antônio Mário Penz Junior, mestre em Agronomia, PhD em Nutrição e pós-doutor em Nutrição de Aves.

Segundo o profissional, ao destacar processos de inovação dentro da produção agropecuária, reforçou que a “a indústria 1.0 continuará existindo. Os frangos não têm saliva, o que os impedem de comer. Eles tomam duas vezes mais água do que comem, sendo que a disponibilidade de água é fundamental para o consumo da ração e o desenvolvimento da ave”.

 “A proteína de frango é a que consome menos água em relação às outras proteínas de origem animal”, frisou, ao citar a consciência e sustentabilidade com a captação de água da chuva, por exemplo. “Um galpão de 16mX150m pode acumular aproximadamente 3000 metros cúbicos de água por ano. Um lote de 35 mil frangos consome 450 metros cúbicos”.

Neste cenário, o mesmo destacou a importância de indicadores sobre o consumo de água nas propriedades, assim como expôs que em dietas fareladas os frangos bebem dois litros de água e consomem um quilo de alimento, em dietas peletizadas a relação é de 1,6 litro de água para um quilo de alimento e com dietas com partículas grossas há redução do consumo de água em até 10%.

Sobre “Bem-estar e aspectos relacionados à saúde intestinal”, foi a professora associada na Universidade Estadual Paulista (Unesp), Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ), Ibiara Correia de Lima Paz quem palestrou.

Ibiara pontuou que é preciso mostrar que bem-estar não é algo de outro mundo e que o bom senso ajuda bastante nessa tarefa. “Às vezes mudando o manejo, se melhora muito o bem-estar. Nós descobrimos com anos de pesquisa que a integridade intestinal melhora o bem-estar, por vários motivos. O principal é que a serotonina, que é o hormônio do bem-estar, é produzida 95% nas células intestinais, ou seja, um intestino saudável terá maior produção de serotonina. Quando se tem probióticos, alguns melhoradores de desempenho, que promovem o equilíbrio da microbiota, consequentemente se tem maior qualidade e maior sanidade”.

A palestrante enfatizou a importância de uma dieta balanceada, mas que nem sempre o intestino da ave está preparado para absorver tudo que é oferecido, sendo necessário melhorar a saúde intestinal para melhorar também a absorção dos nutrientes.

“Assim, diminui a excreção de nitrogênio e melhora a qualidade da cama, consequentemente, diminui a liberação de amônia no ambiente e as aves ficam mais tranquilas por conta da serotonina, não se arranham, não se bicam”, explicou Ibiara, ao acrescentar que esse conjunto de fatores aprimora, ainda, a qualidade de carcaça. Fica mais fácil de realizar o manejo pré-abate. Consegue-se andar entre as aves sem que elas pulem e se batam”.

O 22º SBSA teve apoio da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), do Conselho Regional de Medicina Veterinária de SC (CRMV/SC), da Embrapa, da Prefeitura de Chapecó, do Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal (Sindirações) e da Sociedade Catarinense de Medicina Veterinária (Somevesc).

Fonte: MAPA, adaptado pela equipe feed&food.

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