INDICADORES CEPEA
BEZERRO MS: R$ 3.159,04
BEZERRO SP: R$ 3.036,75
BOI GORDO: R$ 342,95
SOJA PR: R$ 120,38
SOJA PORTO: R$ 126,20
MILHO: R$ 67,67
SUÍNO CARC.: R$ 10,21 =
SUÍNO PR: R$ 6,67
SUÍNO SC: R$ 6,63
SUÍNO SP: R$ 6,96 =
BEZERRO MS: R$ 3.159,04
BEZERRO SP: R$ 3.036,75
BOI GORDO: R$ 342,95
SOJA PR: R$ 120,38
SOJA PORTO: R$ 126,20
MILHO: R$ 67,67
SUÍNO CARC.: R$ 10,21 =
SUÍNO PR: R$ 6,67
SUÍNO SC: R$ 6,63
SUÍNO SP: R$ 6,96 =
Publicidade

Conteúdo

Com apoio da Fundepag, projeto Valoriza Pesca investe quase R$ 10 milhões na Baixada Santista

Iniciativa criada após acidente ambiental em Santos avança para fase final, gera dados inéditos sobre a pesca artesanal e pode se tornar política pública.
Por Kevin Nascimento
Compartilhe este post

O projeto Valoriza Pesca, desenvolvido para estruturar informações sobre a pesca artesanal na Baixada Santista, caminha para sua fase final após quase uma década de articulações institucionais e investimentos próximos de R$ 10 milhões. A iniciativa nasceu a partir de um acordo entre empresas envolvidas no acidente com o terminal do Grupo Ultracargo, o Ministério Público, o Instituto de Pesca e a Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa do Agronegócio (Fundepag).

Publicidade

O projeto teve origem no incêndio ocorrido entre os dias 2 e 10 de abril de 2015, nas instalações da Ultracargo, no porto de Santos (SP). O episódio resultou no vazamento de cerca de 40 mil metros cúbicos de combustível e no uso de mais de 400 mil litros de líquido gerador de espuma para conter as chamas, provocando impactos ambientais no estuário de Santos, São Vicente e Cubatão, além de afetar diretamente comunidades de pescadores artesanais.

Durante as investigações conduzidas pelo Ministério Público, a falta de dados consolidados sobre a pesca na região foi um dos principais entraves para avaliar os prejuízos e estruturar medidas de compensação. Essa lacuna levou à formalização de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), em maio de 2019, que estabeleceu a execução de projetos voltados à mitigação dos danos socioambientais, entre eles o Valoriza Pesca.

A iniciativa começou a ser executada em 2022 e passou a atuar em diversas comunidades pesqueiras da Baixada Santista, abrangendo áreas como Canal de Bertioga, Cubatão, Guarujá, Praia Grande, Santos e São Vicente. O objetivo central foi estruturar um diagnóstico detalhado da atividade, com levantamento de dados sobre território, espécies pescadas, renda e condições socioambientais.

Projeto Valoriza Pesca, caminha para sua fase final após quase uma década de articulações institucionais e investimentos próximos de R$ 10 milhões. Crédito: Divulgação

A execução técnica do projeto ficou sob responsabilidade do Instituto de Pesca, ligado ao Governo do Estado de São Paulo, enquanto a Fundepag assumiu a gestão administrativa e financeira. A divisão de funções permitiu que a equipe técnica se concentrasse na produção científica, ao mesmo tempo em que a fundação garantiu conformidade jurídica, controle de recursos e atendimento às exigências do TAC.

Desde o início, foram criados mecanismos de controle, acompanhamento de auditorias e ajustes de gestão. O projeto também ganhou respaldo institucional para avançar dentro das regras estabelecidas pelo Ministério Público, o que contribuiu para a estabilidade da execução e para a consolidação dos resultados.

O Valoriza Pesca foi estruturado em cinco eixos: monitoramento da atividade pesqueira, descarga de pescado, avaliação dos recursos pesqueiros, segurança alimentar e análise de contaminantes. Ao longo da execução, cerca de 40 profissionais foram mobilizados, a maioria por meio de bolsas científicas, ampliando a capacidade operacional do Instituto de Pesca.

Um dos principais resultados foi o mapeamento das comunidades pesqueiras artesanais da região. Em 2015, estimava-se a existência de 15 comunidades. Com o avanço do projeto, mais de 30 passaram a ser identificadas e caracterizadas, com dados organizados sobre perfil produtivo e socioeconômico.

Além de gerar informações inéditas, o projeto também serviu de base para novas investigações sobre problemas estruturais da região, como o assoreamento de canais, que impacta diretamente a atividade pesqueira. A expectativa é que a metodologia e os dados produzidos possam contribuir para a formulação de políticas públicas voltadas à pesca artesanal.

Fonte: Fundepag e Instituto de Pesca, adaptado pela equipe Feed&Food.

LEIA TAMBÉM

Pecuária leiteira avança em sustentabilidade com base em ciência, genética e manejo

Girolando MS fecha 2025 com balanço positivo nas exposições e fortalecimento da pecuária leiteira

StoneX anuncia nova liderança no Brasil e reforça plano de expansão e diversificação

Você está em:

Compartilhar

Publicidade

Leia mais sobre :