A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) protocolou, nesta semana, uma representação formal junto à Comissão Europeia solicitando a investigação de práticas discriminatórias por parte de redes varejistas da França que anunciaram o boicote à carne bovina brasileira.
A medida foi tomada após declarações públicas de grandes redes de supermercados francesas anunciando a suspensão da compra de carne proveniente do Brasil, alegando preocupações ambientais. Para a CNA, tais ações configuram uma barreira comercial injusta, sem base técnica ou científica, e desconsideram os avanços do Brasil em sustentabilidade, rastreabilidade e conformidade com exigências internacionais.
“A decisão unilateral dessas redes varejistas não apenas prejudica os produtores brasileiros, que seguem rígidas normas ambientais e sanitárias, como também desrespeita as regras internacionais de comércio justo”, afirmou o diretor de Relações Internacionais da CNA, Gedeão Pereira.
Na solicitação, a CNA pede que a Comissão Europeia investigue se essas práticas violam os princípios do Acordo da Organização Mundial do Comércio (OMC) e da própria União Europeia, que preveem tratamento não discriminatório entre os países e baseiam medidas comerciais em evidências técnicas e científicas.
A Confederação também reforçou que o Brasil é líder global em produção agropecuária sustentável e que o setor tem ampliado os mecanismos de controle, como o monitoramento por satélite e as exigências de rastreabilidade para a exportação de carne bovina.
“A CNA seguirá atuando em todas as esferas para defender a imagem e os interesses dos produtores brasileiros, garantindo que nossos produtos continuem sendo reconhecidos pela sua qualidade e responsabilidade ambiental”, concluiu Gedeão.
Fonte: CNA, adaptado pela equipe FeedFood
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