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Mesa de Mercado · CEPEA
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Boi GordoR$ 338,65
Soja PRR$ 127,64
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Queda do milho perde força com avanço limitado dos negócios

Indicador Cepea fechou a R$ 63,45/saca em 26 de junho, ainda com recuo no mês, mas com altas pontuais nas últimas sessões

O movimento de queda nos preços do milho perdeu força em parte das praças acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). O boletim divulgado nesta segunda-feira (29) aponta que, embora o avanço da colheita da segunda safra continue pressionando as cotações, o recuo deixou de ocorrer de forma generalizada no mercado.

Na sexta-feira (26), o Indicador do Milho Esalq/BM&FBovespa fechou em R$ 63,45/saca de 60 kg, alta de 0,28% no dia. Apesar da recuperação pontual, o indicador ainda acumulava queda de 2,25% no mês, refletindo a pressão exercida pela entrada da segunda safra no mercado.

Colheita pressiona, mas clima acende alerta

Segundo o Cepea, a colheita da segunda safra segue como um dos principais fatores de pressão sobre os preços. Com maior disponibilidade do cereal, compradores tendem a adotar postura mais cautelosa nas negociações, especialmente quando estão abastecidos para o curto e médio prazos.

Por outro lado, as baixas temperaturas registradas em algumas regiões produtoras passaram a gerar preocupação entre agricultores. O receio é de que eventuais impactos sobre lavouras ainda em desenvolvimento possam limitar parte da oferta esperada, o que contribui para reduzir a intensidade das quedas em algumas praças.

Indicador do Milho Esalq/BM&FBovespa fechou em R$ 63,45/saca em 26 de junho, com alta diária de 0,28%, mas ainda acumulando queda de 2,25% no mês. Fonte: Cepea

Compradores seguem retraídos

Mesmo com a interrupção do movimento de baixa em determinados mercados, os negócios seguem limitados. De acordo com o Centro de Pesquisas, muitos compradores relatam estar abastecidos e, por isso, reduzem a necessidade de novas aquisições neste momento.

Esse comportamento mantém o mercado em ritmo mais lento, com vendedores atentos ao clima e compradores monitorando a evolução da colheita. A combinação entre oferta crescente, demanda pontual e incertezas climáticas tende a definir o comportamento das cotações nos próximos dias.

Indicador ainda opera abaixo do início do mês

Os dados do Cepea mostram que o milho vinha registrando pequenas oscilações diárias na última semana. Em 22 de junho, o indicador estava em R$ 63,04/saca; no dia 23, subiu para R$ 63,12; em 24 de junho, recuou para R$ 63,09; e voltou a avançar nos dias 25 e 26, para R$ 63,27 e R$ 63,45, respectivamente.

Apesar dessas altas pontuais, o desempenho mensal ainda é negativo. O cenário indica que a pressão da segunda safra permanece relevante, mas já encontra algum limite diante das preocupações climáticas e da resistência de vendedores em algumas regiões.

Para as cadeias de proteína animal, o comportamento do milho segue no radar, já que o cereal é um dos principais componentes da alimentação de aves, suínos e bovinos confinados. Movimentos de queda podem aliviar custos de produção, enquanto eventuais reações nos preços exigem atenção de produtores e agroindústrias na gestão de compras.

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