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Cotações em baixa: milho e soja enfrentam cenário de pressão no mercado interno

Oferta elevada e demanda enfraquecida mantêm preços dos grãos sob pressão, segundo análises do Cepea
Por Caroline Mendes
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Por Caroline Mendes | caroline@dc7comunica.com.br

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Os mercados de milho e soja seguem pressionados no Brasil, com cotações em queda nos principais polos produtores. De acordo com dados recentes do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), a combinação de oferta abundante e demanda retraída tem sido determinante para a continuidade do movimento de baixa nos preços dos grãos.

Milho: abundância de produto limita valorização

Para o milho, os preços seguem em queda em praticamente todas as praças acompanhadas pelo Cepea. A colheita da segunda safra, que avança em estados como Mato Grosso e Goiás, vem elevando ainda mais a disponibilidade do cereal no mercado interno. Além disso, as estimativas de uma produção recorde nesta temporada – tanto no Brasil quanto no cenário global – contribuem para limitar o poder de barganha dos vendedores.

A fraca demanda doméstica, principalmente por parte de indústrias e de produtores de proteína animal, reforça o viés de baixa. Em algumas regiões, compradores têm demonstrado pouco interesse em negociar volumes maiores, o que tem levado muitos vendedores a aceitarem valores menores para garantir liquidez.

Soja: Segundo o Cepea, os preços seguem enfraquecidos no spot nacional, refletindo o alto volume de produto disponível e uma demanda menos aquecida

Soja: cenário semelhante mantém preços em queda

A soja também enfrenta um contexto de mercado bastante desafiador. Segundo o Cepea, os preços seguem enfraquecidos no spot nacional, refletindo o alto volume de produto disponível e uma demanda menos aquecida – especialmente para exportação, que tem mostrado ritmo mais lento em relação a anos anteriores.

Outro fator que pesa sobre as cotações é a paridade de exportação, que não tem favorecido negócios mais expressivos nos portos. Com isso, grande parte do volume segue direcionado ao mercado interno, aumentando a concorrência entre ofertantes e, consequentemente, pressionando os preços para baixo.

Expectativas

A curto prazo, a tendência é de continuidade desse cenário de pressão, principalmente enquanto a colheita avança e não há sinais consistentes de aumento na demanda. Agentes do setor seguem atentos ao comportamento do dólar, à logística portuária e ao desempenho das exportações, fatores que poderão influenciar possíveis recuperações nas cotações.

Enquanto isso, produtores se deparam com margens mais apertadas e buscam estratégias para minimizar perdas, seja por meio de armazenagem ou da postergação de vendas à espera de melhores condições de mercado.

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