Com 235 cooperativas filiadas, o sistema cooperativista catarinense movimentou R$ 91,2 bilhões em 2024, abrangendo mais de 4,7 milhões de pessoas. O setor representa aproximadamente 30% do Produto Interno Bruto (PIB) estadual e 70% das exportações de Santa Catarina, conforme levantamento da Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina (OCESC).
Presente em todos os ramos produtivos, o cooperativismo no Estado envolve atividades de agricultura, crédito, consumo, infraestrutura, transporte e saúde. Entre os segmentos, o agropecuário lidera em geração de receita (63,2% do total) e empregos diretos (62,5%).
Em 2024, o setor registrou crescimento de 7% na receita, superando o avanço de 3,4% do PIB nacional. No mesmo período, o número de cooperados aumentou 9,8%, com 419 mil novas adesões. Atualmente, 58% da população catarinense participa do sistema cooperativo.
“As cooperativas atuam como instrumentos de inclusão e fortalecimento econômico das comunidades. Ao organizar a produção e agregar valor, elas tornam viável a permanência das famílias no meio rural e fomentam o desenvolvimento regional”, afirma Vanir Zanatta, presidente da OCESC.
As cooperativas de crédito reúnem o maior número de associados, com 3,6 milhões de cooperados. Em seguida, aparecem as cooperativas de infraestrutura (464.114), consumo (430.339), agropecuária (84.069), saúde (15.280) e transporte (2.901).

As exportações do setor atingiram R$ 11,63 bilhões em 2024, um crescimento de 17% em relação ao ano anterior. Os principais produtos exportados foram cereais in natura (54,13%) e proteínas animais (43,13%). A expectativa para 2025 é de um aumento de 12% nas exportações, totalizando R$ 13 bilhões. “O cooperativismo catarinense está fortemente integrado às cadeias produtivas mais estratégicas do Estado, o que explica sua relevância no comércio exterior e na geração de empregos”, explica Zanatta.
Mesmo com a expressiva participação econômica, as cooperativas catarinenses recolheram R$ 4 bilhões em tributos em 2024, alta de 32,6% em comparação com o ano anterior. “O volume de tributos pagos demonstra que as cooperativas não apenas geram resultados internos, mas também contribuem de forma significativa com a arrecadação pública, ajudando a sustentar políticas sociais e infraestrutura”, pontua o presidente da OCESC.
Estão previstos investimentos de R$ 2,03 bilhões em 2025, R$ 2,18 bilhões em 2026 e R$ 2,26 bilhões em 2027, voltados à expansão de estruturas e aumento da capacidade produtiva. A OCESC avalia que o modelo segue contribuindo para a articulação econômica, fortalecimento das cadeias produtivas e geração de valor nos municípios.
“O cooperativismo é uma ferramenta de organização econômica que responde às necessidades da sociedade de forma democrática e eficiente. Ele combina resultados econômicos com responsabilidade social e visão de longo prazo”, conclui Zanatta.
Fonte: OCESC, adaptado pela equipe FeedFood
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