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Ceará confirma primeiro caso de gripe aviária em criação doméstica

Foco foi identificado em criação de subsistência em Quixeramobim; Adagri seguiu protocolo nacional para contenção

Por Caroline Mendes | caroline@dc7comunica.com.br

O estado do Ceará confirmou, na última semana, seu primeiro foco de influenza aviária de alta patogenicidade (H5N1) em aves domésticas. O caso foi registrado em uma propriedade de subsistência no município de Quixeramobim, no Sertão Central, onde as aves eram criadas para consumo próprio.

As amostras foram coletadas no dia 8 de julho e encaminhadas ao Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA), em Campinas (SP), referência nacional em diagnóstico da doença. A confirmação positiva foi divulgada no dia 17 de julho, conforme informado pela Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Ceará (Adagri).

Assim que recebeu o resultado, a Adagri iniciou imediatamente as ações de contenção previstas no Plano Nacional de Contingência para Influenza Aviária. Todas as aves da propriedade foram sacrificadas de forma segura, seguindo os protocolos de biossegurança. Também foi feita a desinfecção da área e o sepultamento das aves e materiais contaminados em vala sanitária, além da instalação de uma barreira para controle de entrada e saída de pessoas e veículos.

Todas as aves da propriedade foram sacrificadas de forma segura, seguindo os protocolos de biossegurança

Segundo a Adagri, há indícios de que o foco esteja relacionado ao contato das aves domésticas com aves silvestres, já que há uma pequena represa próxima à propriedade, o que pode ter favorecido a transmissão do vírus. A agência reforçou que o foco foi contido e que uma investigação está em curso em um raio de 10 quilômetros, com vigilância ativa para identificar possíveis novos casos na região.

Este é o primeiro foco do tipo no estado e o oitavo em criações de subsistência no Brasil desde 2023. A maioria dos casos registrados até agora – mais de 170 – ocorreu em aves silvestres. Há apenas um caso confirmado em granja comercial, registrado no Rio Grande do Sul em maio deste ano, já controlado pelas autoridades.

A Adagri destacou ainda que não há risco de contaminação para seres humanos por meio do consumo de carne de frango ou ovos. A influenza aviária não é transmitida por alimentos, desde que esses sejam devidamente preparados e inspecionados. O risco de infecção está associado ao contato direto com aves doentes, mortas ou com materiais contaminados.

Em resposta ao caso no Ceará, o estado vizinho do Piauí anunciou a suspensão do transporte de aves vivas oriundas do território cearense, como medida preventiva para evitar a entrada da doença em seu território.

As autoridades pedem atenção da população rural para qualquer sinal de mortalidade anormal ou sintomas respiratórios e neurológicos em aves. Suspeitas devem ser comunicadas imediatamente à Adagri, por meio do telefone 0800 280 0410.

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