A carne suína registrou nova retração de preços em fevereiro, reforçando o movimento de desvalorização observado desde o início do ano e ampliando sua competitividade em relação às proteínas bovina e de frango no mercado doméstico.
Dados do Cepea mostram que a média mensal da carne suína já é a menor desde abril de 2024 em termos reais, considerando a série deflacionada pelo IPCA de janeiro de 2026. O cenário de queda foi predominante ao longo de fevereiro e contribuiu para o segundo mês consecutivo de ganho competitivo frente às demais proteínas.
Pesquisadores do Cepea apontam que a valorização da carcaça casada bovina intensificou a vantagem da carne suína neste mês. No caso do frango, também houve desvalorização, mas em ritmo mais moderado do que o observado no segmento suinícola.

Apesar da continuidade do movimento de queda, a retração nos preços do suíno vivo perdeu força nesta semana. Ainda assim, o principal fator de pressão segue sendo o desequilíbrio entre oferta e demanda.
Segundo agentes consultados pelo Centro de Pesquisas, a expectativa de desvalorização já existia para o primeiro bimestre de 2026, especialmente diante do menor poder de compra da população. A intensidade do recuo, no entanto, tem gerado preocupação entre os participantes do setor.
O comportamento do consumo doméstico e o ajuste da oferta nas próximas semanas devem ser determinantes para o direcionamento dos preços e para a manutenção da competitividade da carne suína frente às demais proteínas animais.
Fonte: Cepea, adaptado pela equipe Feed&Food
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