INDICADORES CEPEA
BEZERRO MS: R$ 3.159,04
BEZERRO SP: R$ 3.036,75
BOI GORDO: R$ 342,95
SOJA PR: R$ 120,38
SOJA PORTO: R$ 126,20
MILHO: R$ 67,67
SUÍNO CARC.: R$ 10,21 =
SUÍNO PR: R$ 6,67
SUÍNO SC: R$ 6,63
SUÍNO SP: R$ 6,96 =
BEZERRO MS: R$ 3.159,04
BEZERRO SP: R$ 3.036,75
BOI GORDO: R$ 342,95
SOJA PR: R$ 120,38
SOJA PORTO: R$ 126,20
MILHO: R$ 67,67
SUÍNO CARC.: R$ 10,21 =
SUÍNO PR: R$ 6,67
SUÍNO SC: R$ 6,63
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Carne de frango dispara e ovos recuam: setor avícola vive momento de contrastes

Enquanto a carne de frango se valoriza e volta a níveis pré-gripe aviária, o mercado de ovos enfrenta quedas de até 11% na segunda quinzena de outubro, segundo o Cepea.
Por Caroline Mendes
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A União Europeia reconheceu o Brasil como livre de gripe aviária, permitindo a retomada das exportações de carne de frango

Caroline@dc7comunica.com.br

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O setor avícola brasileiro vive um cenário de contrastes neste fim de outubro. De acordo com o Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, os preços da carne de frango seguem em forte alta e já se aproximam dos níveis registrados antes da ocorrência de casos de influenza aviária no país, em maio deste ano. Ao mesmo tempo, o mercado de ovos mostra um movimento oposto, com quedas significativas nas cotações durante a segunda quinzena do mês.

Segundo o Cepea, a recuperação dos preços da carne de frango é impulsionada pela combinação de retomada nas exportações e melhora na demanda interna. Mesmo com parte dos destinos internacionais ainda mantendo restrições sanitárias, a reabertura de mercados como o europeu tem contribuído para o avanço das negociações e fortalecido as cotações. A demanda doméstica também segue aquecida, especialmente no varejo, impulsionada pela atratividade da proteína frente a outras carnes.

A valorização ocorre após meses de pressão sobre as margens do setor, provocada pela gripe aviária e pelos custos elevados de produção. Com o atual cenário, o frango volta a se firmar como uma das proteínas mais competitivas no mercado brasileiro, e os agentes esperam manutenção dos preços firmes até o fim do ano.

No caminho inverso, o mercado de ovos enfrenta desvalorização. Após certa estabilidade no início de outubro, os preços recuaram na segunda metade do mês, com quedas que chegam a 11% em algumas praças acompanhadas pelo Cepea. O movimento reflete a desaceleração nas vendas e a resistência de atacadistas e varejistas em absorver novos reajustes, levando os produtores a conceder descontos para evitar acúmulo de estoques.

A tendência, segundo o Cepea, é de que o setor de postura busque equilíbrio entre oferta e demanda nas próximas semanas, ajustando o ritmo de produção e a logística de escoamento. Já para o frango de corte, o momento é de cautela com custos e atenção ao comportamento do mercado externo — fatores que continuarão determinando o fôlego da recuperação.

Com movimentos tão distintos entre os dois principais segmentos da avicultura, o cenário reforça a importância da gestão eficiente e da análise de mercado como ferramentas essenciais para atravessar o último trimestre do ano com estabilidade e competitividade.

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