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Carne bovina: exportações em ritmo recorde sustentam otimismo para o segundo semestre, aponta Rabobank

Demanda firme da China impulsiona embarques, enquanto menor oferta de gado deve estimular recuperação nos preços
Por Caroline Mendes
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Por Caroline Mendes | caroline@dc7comunica.com.br

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As exportações brasileiras de carne bovina seguem aquecidas em 2025, sustentadas pela demanda internacional firme e pela competitividade do produto nacional. De janeiro a maio, os embarques somaram 1,2 milhão de toneladas, volume 11% superior ao mesmo período de 2024. A receita também cresceu significativamente: US$ 5,8 bilhões, alta de 22% na comparação anual, segundo dados compilados pelo Rabobank.

A China permanece como principal destino da carne brasileira, com 42% de participação no total exportado, um avanço de 5 pontos percentuais em relação a 2024. Os Estados Unidos aparecem como destaque, com crescimento expressivo de 151% nas compras no acumulado do ano — e um recorde de 48 mil toneladas exportadas somente em abril. O Chile ocupa a terceira posição, com aumento de 28% nas importações.

De janeiro a maio, os embarques somaram 1,2 milhão de toneladas, volume 11% superior ao mesmo período de 2024

Do lado da oferta, os dados do IBGE mostram crescimento de 6,5% no abate de vacas no primeiro trimestre, além de elevação significativa nas categorias jovens: novilhas (+17%) e novilhos (+7%). Já os machos apresentaram recuo de 3%, suavizando o impacto da oferta total.

Apesar do bom desempenho das exportações, os preços do boi gordo atingiram o menor patamar do ano no segundo trimestre, refletindo a maior disponibilidade de gado a pasto. No entanto, o mercado futuro aponta para uma recuperação nos preços ao longo do segundo semestre, puxada pela retração na oferta e pela sazonalidade do consumo, que tende a se aquecer com o fim do inverno.

Com a retomada do status de livre de gripe aviária em junho, o setor também espera menor pressão da carne de frango no mercado doméstico, o que pode favorecer o consumo de carne bovina. A expectativa do setor é de uma valorização gradual da arroba, com estímulos adicionais ao confinamento impulsionados pelos custos mais baixos do milho.

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