Por Caroline Mendes | caroline@dc7comunica.com.br
O Índice de Preços dos Alimentos da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) registrou média de 130,1 pontos em julho, alta de 1,6% em relação a junho e o maior nível desde fevereiro de 2023. O avanço foi impulsionado, principalmente, pela forte valorização da carne no mercado internacional, enquanto os preços de laticínios recuaram levemente após uma longa sequência de aumentos.
O Índice de Preços da Carne atingiu 127,3 pontos, o maior valor da série histórica. A alta de 1,2% em relação ao mês anterior foi puxada pela demanda aquecida de grandes importadores, como China e Estados Unidos, com destaque para as carnes bovina e ovina. O segmento de aves também registrou elevação, favorecido pela retomada das exportações brasileiras após a reaquisição do status livre de influenza aviária. Já a carne suína apresentou queda, refletindo oferta abundante e demanda enfraquecida na União Europeia.

Por outro lado, o Índice de Laticínios caiu 0,1% frente a junho, fechando em 155,3 pontos — primeira retração desde abril de 2024. A redução foi influenciada pela queda nos preços de manteiga e leite em pó, resultado de estoques elevados e menor demanda externa, especialmente na Ásia.
Mesmo com recuos em cereais, açúcar e alguns óleos vegetais, a disparada da carne e a estabilidade dos demais segmentos mantiveram o indicador geral em trajetória de alta. Segundo a FAO, a volatilidade dos preços ainda é um fator de atenção, sobretudo diante das incertezas climáticas e do cenário geopolítico global.
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