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Mesa de Mercado · CEPEA
Bezerro MSR$ 3.453,55=
Bezerro SPR$ 3.286,99=
Boi GordoR$ 366,50=
Soja PRR$ 154,35=
Soja PortoR$ 160,90=
MilhoR$ 68,58=
Suíno Carc.R$ 8,50=
Suíno PRR$ 5,44=
Suíno SCR$ 5,33=
Suíno SPR$ 5,84=
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Boi gordo atinge R$ 380,20/@ e bate recorde nominal histórico em São Paulo

Oferta restrita de animais para abate sustenta valorização de 10,4% desde setembro.

O Indicador do Boi Gordo Cepea/Esalq atingiu R$ 380,20 por arroba nesta quinta-feira (15), no estado de São Paulo, estabelecendo um novo recorde nominal na série histórica iniciada em 1994. A cotação avançou 0,21% no dia e acumula valorização de 10,4% desde o início de setembro, segundo análise divulgada pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) nesta sexta-feira (16).

Apesar do recorde nominal, o preço ainda não supera os maiores patamares corrigidos pela inflação. Considerando o IGP-DI, o valor atual se aproxima dos R$ 385 por arroba registrados, em valores atualizados, em 11 de novembro de 2020, quando a cotação nominal era de R$ 292.

Oferta limitada sustenta valorização

Segundo pesquisadores do Cepea, a menor disponibilidade de bovinos prontos para abate tem sustentado as cotações, mesmo diante das incertezas sobre a demanda externa. O movimento reflete a redução da oferta em relação à procura dos frigoríficos.

Entre os fatores estão a decisão de pecuaristas de postergar a entrada de animais em confinamento, os custos elevados de reposição, que pressionam as margens da terminação, e o aumento das exportações de gado vivo.

A oferta restrita de bovinos prontos para abate sustenta a valorização do boi gordo em São Paulo, cuja arroba atingiu R$ 380,20 em 15 de outubro de 2026, estabelecendo um novo recorde nominal na série histórica do Cepea, iniciada em 1994. Crédito: Reprodução

Cota chinesa altera comércio exterior

Em 29 de setembro, o Brasil atingiu a cota anual de 1,106 milhão de toneladas de carne bovina estabelecida pela China. Desde outubro, os volumes que excedem esse limite estão sujeitos a uma sobretaxa adicional de 55%, além da tarifa regular de importação.

Embora as compras chinesas tenham diminuído, outros destinos ampliaram a demanda. Segundo a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), os Estados Unidos importaram 48,3 mil toneladas de carne bovina brasileira em setembro, enquanto os embarques totais do país somaram 229,3 mil toneladas, queda anual de 35,1%.

No acumulado de janeiro a setembro, as exportações brasileiras alcançaram 2,43 milhões de toneladas, com receita de US$ 14,17 bilhões, crescimento de 14,1% em faturamento na comparação anual.

Mercado interno reforça demanda

O Cepea também identifica maior procura doméstica por carnes, associada à renda disponível das famílias e a mudanças nos hábitos alimentares. A ampliação da isenção do pagamento do Imposto de Renda para determinadas faixas salariais é apontada entre os fatores que podem favorecer o consumo.

Com a aproximação das festas de fim de ano, a demanda interna ganha importância adicional. Entretanto, a continuidade da valorização dependerá principalmente da disponibilidade de animais para abate e do comportamento das compras domésticas e internacionais.

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