A confirmação de um novo foco da doença de Newcastle em Nova Erechim, no Oeste de Santa Catarina, elevou para quatro o número de ocorrências registradas na região desde outubro. O caso foi identificado na terça-feira (3/11) em um estabelecimento avícola dentro da área de restrição já estabelecida, segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).
A detecção ocorreu durante ações de vigilância sanitária. O Serviço Veterinário Oficial (SVO) deverá executar os procedimentos de resposta, incluindo investigação epidemiológica, monitoramento e medidas de contenção para impedir a disseminação do vírus.
Quatro focos na mesma região
A primeira confirmação ocorreu em 18 de outubro, em uma granja comercial de perus de corte em Nova Itaberaba (SC). Os focos seguintes foram registrados em Coronel Freitas e Nova Erechim, município que agora contabiliza duas ocorrências. Todos estão dentro da zona de emergência sanitária.
Uma portaria do Mapa declarou emergência zoossanitária por 60 dias em quatro municípios catarinenses: Nova Itaberaba, Águas Frias, Coronel Freitas e Nova Erechim. A inclusão de Águas Frias na área de restrição não significa que tenha sido identificado um foco no município.

Antes da quarta confirmação, as propriedades envolvidas nos três casos anteriores haviam concluído os procedimentos de despovoamento, limpeza e desinfecção e entrado em vazio sanitário, período em que as instalações permanecem sem aves. Segundo balanço divulgado pela Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) em 2 de novembro, mais de 47 mil aves foram eliminadas sanitariamente nos três primeiros focos.
Vigilância e cuidados nas granjas
A doença de Newcastle é uma infecção viral altamente contagiosa que pode atingir aves domésticas e silvestres, com potencial de causar prejuízos à produção. A vigilância envolve inspeções em estabelecimentos avícolas, coleta de amostras e controle do trânsito na região afetada.
Para reduzir o risco de propagação, a orientação aos criadores é reforçar as medidas de biosseguridade e comunicar suspeitas ao serviço veterinário estadual. O Mapa ressalta que o consumo de carne de aves e ovos submetidos à inspeção oficial permanece seguro.
O novo foco segue sob investigação e aplicação dos protocolos sanitários. Até a divulgação do comunicado, não havia detalhamento sobre o número de aves presentes no estabelecimento recém-identificado.



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