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Mesa de Mercado · CEPEA
Bezerro MSR$ 3.453,55=
Bezerro SPR$ 3.286,99=
Boi GordoR$ 366,50=
Soja PRR$ 154,35=
Soja PortoR$ 160,90=
MilhoR$ 68,58=
Suíno Carc.R$ 8,50=
Suíno PRR$ 5,44=
Suíno SCR$ 5,33=
Suíno SPR$ 5,84=
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Bezerro SPR$ 3.286,99=
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Soja PortoR$ 160,90=
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Equilíbrio entre leite e dieta sólida orienta desaleitamento de bezerras

Oferta elevada de leite pode reduzir o consumo de alimentos sólidos; combinação de amido e fibra contribui para o desenvolvimento ruminal.

Durante o aleitamento, a alimentação de bezerras precisa conciliar duas necessidades: sustentar o crescimento nas primeiras semanas e preparar o animal para viver exclusivamente da dieta sólida. O leite ou sucedâneo, utilizado como substituto do leite, responde por grande parte do desempenho inicial. Já o concentrado e a forragem contribuem para o desenvolvimento do rúmen.

Programas com oferta superior a 7 a 7,5 litros diários de dieta líquida podem reduzir o consumo de alimentos sólidos, dependendo do manejo. Surge, assim, um desafio: o ganho de peso durante o aleitamento não garante, isoladamente, que a bezerra consiga manter o mesmo desempenho após a retirada do leite.

Amido e fibra exercem funções complementares

Os carboidratos não fibrosos (CNF), especialmente o amido presente no concentrado, favorecem a produção de compostos como propionato e butirato durante a fermentação ruminal. Esses produtos contribuem para o desenvolvimento do epitélio do rúmen.

A fibra, por sua vez, estimula a mastigação, a ruminação, a produção de saliva e a motilidade ruminal. Por isso, amido e fibra não devem ser tratados como componentes concorrentes, mas como partes complementares da alimentação.

Além da idade ou do consumo diário de concentrado, estudos propõem avaliar a ingestão acumulada de nutrientes fermentáveis. Uma referência em investigação é o consumo cumulativo de aproximadamente 15 kg de CNF. Em um concentrado com 50% dessa fração, isso representa cerca de 30 kg consumidos ao longo do período.

Resultados do Bezerreiro Experimental da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP), em Piracicaba (SP), indicam variações no tempo necessário para alcançar essa marca. Portanto, o indicador não deve ser utilizado isoladamente para definir o desaleitamento.

Inclusão de forragem exige planejamento

A recomendação de excluir totalmente a forragem da alimentação das bezerras precisa considerar sua quantidade, qualidade, fonte e forma de fornecimento. Em pequenas proporções, ela pode favorecer a saúde ruminal e o comportamento dos animais sem comprometer o desempenho.

Em estudos apresentados pela pesquisadora, dietas completas contendo 10% de silagem de milho aumentaram o consumo de alimentos sólidos durante o aleitamento, além de estimular a mastigação e a ruminação, sem prejuízo ao ganho de peso observado.

Esses resultados reforçam a importância de formular a dieta sólida de maneira integrada, combinando energia, proteína de alta digestibilidade e fibra fisicamente efetiva em proporções adequadas.

Desaleitar não significa apenas retirar o leite. O sucesso dessa transição depende da capacidade de a bezerra consumir alimentos sólidos suficientes e manter o crescimento e a saúde após o desaleitamento.

Carla Maris Machado Bittar é professora do Departamento de Zootecnia da Esalq/USP.

Confira a matéria completa na edição 234 da revista Feed&Food.

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