Abre em uma nova aba
Mesa de Mercado · CEPEA
Bezerro MSR$ 3.453,55=
Bezerro SPR$ 3.286,99=
Boi GordoR$ 366,50=
Soja PRR$ 154,35=
Soja PortoR$ 160,90=
MilhoR$ 68,58=
Suíno Carc.R$ 8,50=
Suíno PRR$ 5,44=
Suíno SCR$ 5,33=
Suíno SPR$ 5,84=
Bezerro MSR$ 3.453,55=
Bezerro SPR$ 3.286,99=
Boi GordoR$ 366,50=
Soja PRR$ 154,35=
Soja PortoR$ 160,90=
MilhoR$ 68,58=
Suíno Carc.R$ 8,50=
Suíno PRR$ 5,44=
Suíno SCR$ 5,33=
Suíno SPR$ 5,84=

Preço do leite ao produtor cai 5% em setembro com avanço da oferta

Valor médio recua para R$ 2,76 por litro; captação cresce 2,16% e importações avançam 8,38%, segundo levantamento do Cepea.

O preço médio do leite cru captado por laticínios e cooperativas em setembro recuou 5% em termos reais frente a agosto, para cerca de R$ 2,76 por litro na “Média Brasil” líquida do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, da Universidade de São Paulo (Esalq/USP). O levantamento foi divulgado em 30 de outubro.

Apesar da queda mensal, o valor ainda superou em 8,31% o de setembro de 2025, após correção pela inflação. O recuo reflete a recuperação sazonal da produção, sobretudo no Sudeste, e a concorrência de lácteos importados. O Índice de Captação de Leite (ICAP-L) avançou 2,16% de agosto para setembro.

Indicadores confirmam enfraquecimento do mercado

A série do Cepea aponta R$ 2,7650 por litro em setembro. Em agosto, o indicador nominal da “Média Brasil” estava em R$ 2,8869. A redução real de 5% considera a atualização monetária pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que subiu 0,82% em setembro.

Preço médio do leite ao produtor registra queda real de 5% em setembro de 2026, chegando a R$ 2,7650 por litro na Média Brasil do Cepea. Crédito: Cepea/Esalq-USP.

No mercado spot, em que laticínios negociam leite cru entre si, as médias de setembro foram R$ 2,95 por litro em Goiás, R$ 3,04 em Minas Gerais e R$ 3,11 em São Paulo. Em agosto, os respectivos preços eram R$ 3,17, R$ 3,17 e R$ 3,26, indicando retração nas três praças.

Importações ampliam pressão sobre derivados

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), as importações de lácteos cresceram 8,38% entre agosto e setembro, para 249,6 milhões de litros em equivalente-leite. As exportações avançaram 6,05%, somando 5,57 milhões de litros. Com isso, o déficit comercial do setor aumentou 8,4% no período.

No atacado paulista, a pressão sobre os derivados também apareceu nas cotações: o leite longa vida, submetido a tratamento por temperatura ultra-alta (UHT), caiu 4,76%, o leite em pó recuou 4,38% e a muçarela perdeu 2,77% em setembro, na comparação com agosto, segundo pesquisa do Cepea com apoio da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB).

Levantamento do Cepea mostra diferenças nos preços pagos aos produtores entre os estados brasileiros em agosto de 2026, quando a média nacional ficou em R$ 2,8869 por litro. Crédito: Cepea.

Custos de produção seguem em alta

Enquanto a remuneração ao produtor diminuiu, o Custo Operacional Efetivo (COE) da atividade subiu 0,46% na “Média Brasil”, impulsionado pela alimentação do rebanho. Os concentrados ficaram 0,84% mais caros, acompanhando a valorização de milho, soja e farelo.

Preços do leite no mercado spot recuam em setembro de 2026, com médias de R$ 2,95 por litro em Goiás, R$ 3,04 em Minas Gerais e R$ 3,11 em São Paulo. Crédito: Cepea.

Para os próximos meses, a oferta sazonalmente maior e o mercado de derivados enfraquecido podem manter a pressão sobre os preços. O Cepea ressalva, porém, que eventuais efeitos do El Niño sobre o clima podem limitar a expansão da produção e moderar novas quedas.

Você está em
Texto 100%