A carne de frango resfriada ganhou competitividade em relação às proteínas suína e bovina na primeira quinzena de outubro, embora também tenha registrado valorização. Segundo análise divulgada pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) nesta sexta-feira (16), as carcaças suína e bovina encareceram mais intensamente no atacado da Grande São Paulo, considerando a parcial do mês até o dia 14.
O movimento favorece a posição relativa do frango no mercado, mas não significa queda de preços da proteína avícola nem comprova, por si só, aumento de seu consumo.
Cotações do frango avançam em São Paulo
No fechamento de quinta-feira (15), o frango resfriado foi cotado a R$ 8,51 por quilo no estado de São Paulo, alta diária de 1,19% e avanço de 2,41% em outubro, conforme o Cepea/Esalq. O frango congelado atingiu R$ 8,49/kg, também com alta de 1,19% no dia e valorização mensal de 2,29%.
Na mesma data, a carcaça suína especial chegou a R$ 9,97/kg no atacado da Grande São Paulo, acumulando avanço de 17,29% no mês. A carne suína apresentou a maior valorização entre as três proteínas examinadas pelo Cepea na comparação das médias da parcial até o dia 14.

Demanda sustenta valorização das carnes
A carcaça casada bovina também subiu mais que o frango no período analisado. Segundo o centro de pesquisas, a procura das famílias por carnes após o recebimento dos salários no início do mês ajudou a sustentar as cotações.
O quadro contrasta com setembro, quando o frango resfriado havia registrado alta média de 11,9% frente a agosto, enquanto a carcaça suína especial subiu 4,4% e a bovina, aproximadamente 1%, segundo dados do Cepea.
Para a carne suína, a valorização de outubro dá continuidade à recuperação iniciada em setembro. Já o frango mantém a trajetória de preços firmes observada no fim do mês passado, apoiada pela procura no mercado interno.
Competitividade depende do comportamento do mercado
A diferença no ritmo de aumento das carnes pode influenciar as decisões dos compradores e a formação de preços ao longo da cadeia produtiva. Entretanto, os indicadores do atacado não representam diretamente os valores pagos pelo consumidor no varejo.

A manutenção dessa vantagem relativa dependerá do comportamento da oferta, da demanda e das cotações das proteínas concorrentes nas próximas semanas.



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