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Mesa de Mercado · CEPEA
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Pavilhão brasileiro reúne oito empresas de pescados em feira na China

Evento realizado de 28 a 30 de outubro reuniu 1.617 expositores; empresas brasileiras apresentaram produtos e buscaram contatos no mercado asiático.

Oito empresas brasileiras participaram da 29ª China Fisheries & Seafood Expo, realizada entre 28 e 30 de outubro de 2026, em Qingdao, na China. Reunidas no Pavilhão do Brasil, elas apresentaram pescados nacionais e buscaram contatos com importadores, distribuidores e compradores internacionais, segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

A organização da feira contabilizou 1.617 expositores de mais de 50 países e regiões. O encontro reuniu representantes da pesca, da aquicultura, do processamento e da comercialização de pescados, criando espaço para negociações e acompanhamento das demandas do setor.

Mercado chinês e exigências sanitárias

A participação brasileira foi organizada pelo projeto Brazil Natural Seafood, da Associação Brasileira das Indústrias de Pescados (Abipesca), em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil). Esta foi a terceira participação da iniciativa no evento.

A China tem relevância como mercado consumidor e centro de processamento e distribuição de pescados. Segundo o Mapa, o país importou US$ 17,9 bilhões em produtos do setor em 2024. O contato com compradores permite avaliar interesses por espécies, apresentações comerciais e padrões de fornecimento, mas não garante contratos ou embarques.

Pavilhão do Brasil na China Fisheries & Seafood Expo 2026, em Qingdao, reuniu empresas brasileiras do setor de pescados e compradores internacionais, com foco na prospecção de negócios e na ampliação das oportunidades comerciais no mercado asiático. Crédito: Reprodução.

Em abril de 2025, Brasil e China assinaram um protocolo sanitário que abriu a possibilidade de exportar pescados provenientes da pesca extrativa brasileira ao mercado chinês. O documento definiu condições para a habilitação e o controle oficial dos produtos, etapa distinta das negociações realizadas durante a feira.

Governo e indústria em diálogo

Representantes do Mapa, por meio da Adidância Agrícola brasileira em Pequim, e do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) acompanharam o pavilhão e participaram de contatos institucionais com agentes da cadeia produtiva.

A China também consta entre os mercados-alvo do projeto setorial de pescados mantido pela ApexBrasil com a Abipesca. A estratégia envolve aproximar empresas nacionais de potenciais compradores e acompanhar oportunidades além de uma única feira.

Resultados comerciais ainda não detalhados

O comunicado sobre a participação brasileira não informou valores de negócios fechados, volume de pedidos ou contratos assinados. Assim, o resultado apresentado até agora é de exposição e prospecção comercial, sem confirmação de aumento das vendas decorrente do evento.

Para transformar esses contatos em exportações, as empresas ainda dependem de demanda efetiva, preços competitivos, logística adequada e atendimento às exigências sanitárias do mercado de destino.

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