Mesa de Mercado · CEPEA
Bezerro MSR$ 3.390,78
Bezerro SPR$ 3.182,01
Boi GordoR$ 338,65
Soja PRR$ 127,64
Soja PortoR$ 133,87
MilhoR$ 63,45
Suíno Carc.R$ 8,60
Suíno PRR$ 4,66
Suíno SCR$ 5,00
Suíno SPR$ 5,27
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Bezerro atinge recorde em Mato Grosso e pressiona custo de reposição

Menor oferta de animais e retenção de fêmeas elevam preços, enquanto exportações de carne bovina seguem aquecidas

bezerro em Mato Grosso

O preço do bezerro em Mato Grosso atingiu o maior patamar nominal da série histórica, ampliando a pressão sobre a reposição no campo. Segundo levantamento do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), o bezerro de sete arrobas chegou a R$ 16,86/kg na última semana, alta de 2,84% em relação ao período anterior.

A valorização reflete a menor oferta de animais de reposição e a retenção de fêmeas nas propriedades, movimento que reduz a disponibilidade de bezerros no mercado. O cenário exige maior cautela dos pecuaristas, especialmente daqueles que atuam em sistemas de recria, engorda e confinamento.

Reposição sobe mais que boi gordo

Enquanto o bezerro segue em forte valorização, o boi gordo a prazo foi cotado a R$ 356,81/@ em Mato Grosso, com leve queda de 0,51% no comparativo semanal. A diferença entre os movimentos reforça o aperto nas margens da atividade.

Na média até a terceira semana de abril, o indicador do bezerro alcançou R$ 16,10/kg, avanço de 22,24% frente ao mesmo período do ano passado. Já o boi gordo a prazo registrou alta anual de 10,70%, cotado a R$ 355,87/@ no mesmo intervalo.

Esse descompasso mantém a reposição em patamares elevados e amplia a necessidade de planejamento na compra de animais, considerando custos de produção, relação de troca e estratégia de cada propriedade.

bezerro em Mato Grosso
Bezerro atinge maior patamar nominal da série histórica em Mato Grosso e amplia atenção dos pecuaristas com os custos de reposição. Crédito: Reprodução

Exportações sustentam mercado bovino

No mercado externo, o cenário segue favorável para a carne bovina brasileira. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram que, até a quarta semana de abril, o Brasil embarcou 216,27 mil toneladas da proteína, com receita de US$ 1,34 bilhão.

A média diária exportada chegou a 13,52 mil toneladas, crescimento de 11,95% em relação a abril de 2025. Caso o ritmo seja mantido até o fim do mês, o volume exportado pode alcançar 283,85 mil toneladas, o que representaria novo recorde para abril.

O preço médio da tonelada também avançou, chegando a US$ 6.200,66, alta de 23,24% na comparação anual, reforçando a firmeza da demanda internacional pela carne bovina brasileira.

Margens exigem atenção

Para o Imea, o momento combina dois movimentos importantes: a demanda externa aquecida, que contribui para sustentar os preços da carne bovina, e a oferta mais enxuta de animais de reposição, que eleva os custos dentro da porteira.

“O cenário das exportações é positivo e contribui para dar sustentação ao mercado. Porém, o aumento do custo de reposição exige que o produtor acompanhe as margens de perto e reforce o planejamento da atividade”, destaca o instituto.

Diante desse cenário, a orientação é que os pecuaristas avaliem com cautela decisões de compra, venda e confinamento, considerando não apenas os preços atuais, mas também os custos futuros e a viabilidade econômica de cada sistema produtivo.

Fonte: Imea e Secex, adaptado pela equipe Feed&Food

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