O mês de maio acendeu um alerta importante para a pecuária brasileira: em diversos estados, termina no próximo dia 31 o prazo para vacinação obrigatória contra a brucelose em fêmeas bovinas e bubalinas com idade entre três e oito meses. A medida integra os programas estaduais de defesa sanitária e busca reduzir os impactos econômicos e sanitários provocados pela doença no rebanho nacional.
A brucelose é uma enfermidade infecciosa causada por bactérias do gênero Brucella e considerada uma importante zoonose, já que também pode ser transmitida aos seres humanos. Entre os principais prejuízos à produção pecuária estão abortos, infertilidade, queda na produtividade e comprometimento do desempenho reprodutivo dos animais.
Além dos impactos econômicos nas propriedades rurais, a doença representa risco à saúde pública, principalmente pelo contato direto com animais infectados ou pelo consumo de leite e derivados não pasteurizados.
Vacinação é obrigatória e considerada estratégica
A imunização precoce segue como uma das principais estratégias de controle da doença no país. A vacinação obrigatória de fêmeas jovens contribui para reduzir a circulação da bactéria no rebanho e fortalecer os programas sanitários estaduais.
O controle sanitário também é considerado essencial para manter a competitividade da pecuária brasileira no mercado internacional. O Brasil está entre os maiores produtores e exportadores mundiais de proteínas animais, cenário que exige rígidos protocolos sanitários e monitoramento constante das enfermidades.
Segundo dados citados pelo setor, a prevenção continua sendo o caminho mais eficiente para reduzir prejuízos produtivos e evitar riscos à saúde humana.

Doença preocupa pela transmissão aos humanos
A brucelose pode ser transmitida às pessoas principalmente durante o manejo de animais contaminados ou pelo consumo de produtos lácteos sem pasteurização adequada. Por isso, o combate à doença no campo é tratado também como uma medida de proteção à saúde pública.
Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que existem atualmente mais de 200 doenças zoonóticas conhecidas. Já informações da HealthforAnimals indicam que cerca de 60% das doenças registradas no mundo possuem origem zoonótica.
Diante desse cenário, especialistas reforçam a importância do cumprimento rigoroso do calendário vacinal e da adoção de boas práticas de manejo dentro das propriedades rurais.
Controle sanitário exige atuação integrada
Além da vacinação, o controle da brucelose envolve acompanhamento veterinário, monitoramento constante do rebanho e adoção de medidas sanitárias preventivas nas fazendas.
A atuação conjunta entre produtores, médicos-veterinários e órgãos de defesa agropecuária é considerada fundamental para reduzir os riscos de disseminação da doença e fortalecer a segurança sanitária da pecuária brasileira.
Com o encerramento do prazo se aproximando em vários estados, o setor reforça a necessidade de atenção dos produtores para evitar problemas sanitários e prejuízos econômicos na atividade pecuária.
Fonte: Dados do setor , adaptado pela equipe Feed&Food
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