A avicultura de corte brasileira se consolida como uma das atividades mais eficientes do setor agropecuário mundial, mas, diante das crescentes preocupações ambientais e da demanda por alimentos sustentáveis, produtores e indústrias intensificam esforços para reduzir emissões de gases de efeito estufa (GEE) e minimizar a pegada de carbono da produção de carne de frango. Com o Brasil ocupando a posição de segundo maior produtor e exportador mundial, atrás apenas dos Estados Unidos, o tema torna-se estratégico tanto para a competitividade internacional quanto para a sustentabilidade do setor.
Um artigo publicado na Springer Nature aponta que “até 2050, a demanda por produtos avícolas deve quadruplicar globalmente, principalmente devido ao aumento do padrão de vida. Enquanto isso, a qualidade das culturas a disponibilidade de água, doenças das aves e a reprodução avícola estão ameaçadas pelas mudanças climáticas, que representam um desafio para a produção”.
Ainda segundo a publicação, a variabilidade climática limitará a produção avícola porque aumentará a quantidade de água consumida pelas aves, aumentará a demanda por terras devido ao aumento significativo da produção e gerará preocupações sobre a segurança alimentar. “Afinal, aproximadamente um terço da colheita mundial de cereais é usado para alimentar animais, incluindo aves. Enquanto isso, 8% das emissões de gases de efeito estufa (GEE) do setor pecuário vêm da indústria avícola. Como resultado, a indústria avícola terá um papel significativo na redução das emissões de gases de efeito estufa e no aprimoramento da segurança alimentar global. Portanto, avaliações da aplicação de medidas de adaptação e mitigação específicas para a região e o sistema de produção avícola em uso, bem como políticas que incentivem e facilitem a implementação dessas medidas, são necessárias para a conversão para a produção avícola sustentável”, afirma o texto.
O impacto ambiental da avicultura é frequentemente avaliado por indicadores de pegada de carbono, que mensuram a emissão total de GEE por quilo de carne produzido. O motivo é que as mudanças climáticas impactam significativamente a indústria avícola, afetando a eficiência da produção, a saúde animal e a sustentabilidade.
Leia a matéria completa na edição 226 da revista Feed&Food

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