Feed & Food
Mesa de Mercado · CEPEA
Bezerro MSR$ 3.390,78
Bezerro SPR$ 3.182,01
Boi GordoR$ 338,65
Soja PRR$ 127,64
Soja PortoR$ 133,87
MilhoR$ 63,45
Suíno Carc.R$ 8,60
Suíno PRR$ 4,66
Suíno SCR$ 5,00
Suíno SPR$ 5,27
Bezerro MSR$ 3.390,78
Bezerro SPR$ 3.182,01
Boi GordoR$ 338,65
Soja PRR$ 127,64
Soja PortoR$ 133,87
MilhoR$ 63,45
Suíno Carc.R$ 8,60
Suíno PRR$ 4,66
Suíno SCR$ 5,00
Suíno SPR$ 5,27
Publicidade

APCS completa 59 anos e evolui com foco em profissionalização, escala e sustentabilidade

Presidente da Associação Paulista de Criadores de Suínos, Valdomiro Ferreira Júnior, destaca avanço do novo modelo de produção voltado ao consumidor final.

A suinocultura paulista passou por uma transformação profunda ao longo das últimas décadas, marcada pela profissionalização dos produtores, ganho de escala e maior proximidade com o consumidor final. A avaliação é de Valdomiro Ferreira Júnior, presidente da Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS), que acompanha há mais de 30 anos a evolução do setor.

Segundo o dirigente, a entidade, que completa 59 anos, construiu sua trajetória com base na continuidade de um trabalho iniciado por gestões anteriores. “A suinocultura sempre buscou estar mais próxima do consumidor, levando informação e mostrando, de forma transparente, como funciona a produção”, afirma.

União do setor e modelo coletivo fortalecem atividade

Um dos principais fatores de evolução, de acordo com Ferreira, foi a mudança no comportamento dos produtores, que deixaram de atuar de forma isolada para adotar um modelo mais colaborativo. Hoje, a comercialização é realizada de forma conjunta por meio de uma bolsa, enquanto a compra de insumos ocorre via consórcios.

“O grupo deixou de ser competitivo entre si. Hoje vendemos juntos, compramos juntos e buscamos sempre o bem comum, não o individualismo”, destaca. Para ele, a união e a credibilidade construída ao longo dos anos foram determinantes para o fortalecimento da atividade no estado.

Presidente da Associação Paulista de Criadores de Suínos, Valdomiro Ferreira Júnior, destaca avanço tecnológico, união entre produtores e novo modelo de produção voltado ao consumidor final.

Produção atinge R$ 100 milhões mensais

Em termos econômicos, os números evidenciam o avanço do setor. Atualmente, os produtores ligados à entidade comercializam cerca de 29 mil suínos por semana, o que representa aproximadamente R$ 100 milhões por mês.

Já a central de compras movimentou R$ 76 milhões apenas no primeiro trimestre do ano. A projeção para 2026 é alcançar R$ 306 milhões em aquisições de insumos, reforçando o ganho de escala e o poder de negociação dos produtores.

Concentração e exigência tecnológica reduzem número de criadores

Apesar do crescimento econômico, o setor também passou por um processo de concentração. Hoje, cerca de 42 produtores concentram aproximadamente 70 mil matrizes, de um total de 77 mil no estado.

Segundo Ferreira, permaneceram na atividade aqueles que investiram em tecnologia, gestão e conhecimento. “O suinocultor deixou de ser amador. Ele precisou se profissionalizar, buscar informação e aplicar isso dentro da granja”, explica.

O dirigente também ressalta que o setor enfrentou crises recorrentes ao longo dos anos, com intervalos cada vez menores, o que exigiu maior preparo financeiro e estratégico dos produtores.

Sustentabilidade e bem-estar animal definem futuro do setor

Para o futuro, a suinocultura tende a se tornar cada vez mais tecnológica e sustentável. De acordo com Ferreira, o modelo produtivo deverá ser baseado em três pilares: bem-estar animal, sustentabilidade ambiental e viabilidade econômica.

Entre as tendências, estão granjas automatizadas, controle climático, estruturas semelhantes a linhas de produção e uso de dejetos para geração de energia e fertirrigação, contribuindo para a redução de impactos ambientais.

“As margens tendem a ser menores, mas mais constantes. O desafio será manter a eficiência com sustentabilidade”, afirma.

Desafios regulatórios e perdas no setor ainda preocupam

Apesar dos avanços, o presidente da APCS aponta desafios importantes, especialmente na relação com o poder público. Segundo ele, temas como gestão de dejetos e carga tributária ainda carecem de maior evolução.

Outro ponto de atenção é a redução no número de produtores ao longo dos anos, consequência das dificuldades financeiras enfrentadas por parte dos criadores.

Ainda assim, Ferreira destaca o fortalecimento institucional da entidade. “Criamos um ambiente de união, com cobrança por resultados, mas também com muito respeito entre todos”, conclui.

LEIA TAMBÉM:

Agronegócio recorre ao mercado de capitais e amplia alternativas de financiamento no Brasil

Importações de camarão pelos EUA crescem em 2025

Produção recorde de frango pressiona preços no Brasil

Você está em
Texto 100%