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APA promove debate sobre biosseguridade no XXII Congresso de produção de ovos

Palestra de representante do MAPA aborda desafios e a importância de medidas preventivas contra Influenza Aviária e Newcastle no Brasil
Por Camila Santos
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Camila Santos, de Ribeirão Preto (SP) I camila@dc7comunica.com.br

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No XXII Congresso APA de Produção e Comercialização de Ovos, realizado de 25 a 27 de março de 2025, em Ribeirão Preto (SP), a sanidade avícola esteve no centro das discussões. No Auditório Principal Multiplan Hall, a coordenadora de Sanidade Avícola do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), Daniela de Queiro Baptista, apresentou um panorama sobre Influenza Aviária e Doença de Newcastle, abordando atualizações, desafios e medidas de controle.

Durante a palestra, Daniela destacou a necessidade de vigilância constante para minimizar os impactos da Influenza Aviária, que tem gerado preocupações globais. “Além da ameaça representada pelo vírus de alta patogenicidade, precisamos estar atentos à possibilidade de transmissão entre espécies e seus efeitos tanto na saúde animal quanto na saúde pública”, afirmou. A palestrante também ressaltou que casos recentes nos Estados Unidos e no Canadá reforçam a necessidade de fortalecer a biosseguridade no setor avícola.

Sobre a Doença de Newcastle, a coordenadora de sanidade compartilhou a experiência da recente detecção do vírus em uma granja comercial no Brasil, o que exigiu resposta rápida das autoridades sanitárias. “Quando recebemos a confirmação do foco, mobilizamos uma força-tarefa para conter a disseminação, mas os impactos comerciais ainda estão sendo sentidos. O Rio Grande do Sul, por exemplo, segue enfrentando restrições impostas por alguns países importadores”, explicou.

Daniela de Queiro Baptista é coordenadora de Sanidade Avícola do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) (Foto: FeedFood)

Ao final, a especialista reforçou a importância das medidas preventivas e da cooperação entre setor público e privado. “O Brasil tem um histórico sólido de controle sanitário, mas é fundamental que todos os envolvidos na avicultura compreendam seu papel. A biosseguridade, a vigilância ativa e a educação sanitária são pilares essenciais para a manutenção da sanidade avícola e para a preservação da nossa posição no mercado global”, concluiu.

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