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Alimentação funcional impulsiona desempenho e sustentabilidade na carcinicultura brasileira

De Angelis Souza, da Camarões Iguatu, destacou a importância de aditivos e moléculas funcionais como ferramentas estratégicas

FENACAM

Camila Santos, de Natal (RN)

Os avanços em nutrição funcional têm se mostrado um dos principais aliados da carcinicultura moderna, contribuindo para o aumento da eficiência produtiva e para o enfrentamento dos desafios técnicos e sanitários do setor. Durante a FENACAM 2025, De Angelis Souza, da Camarões Iguatu, destacou a importância de aditivos e moléculas funcionais na alimentação do camarão como ferramentas estratégicas para otimizar resultados em campo.

FENACAM
De Angelis Souza, da Camarões Iguatu, destacou a importância de aditivos e moléculas funcionais na alimentação do camarão (Foto: Divulgação)

Segundo ele, o mercado de aditivos funcionais é hoje um dos mais dinâmicos dentro da cadeia produtiva. “Essas substâncias trazem funcionalidade ao alimento e têm o objetivo de sanar as dores dos produtores. Quando passamos a nutrir o animal não só com o essencial, mas com foco na funcionalidade, conseguimos melhorar todo o sistema e a performance em campo”, explica.

O especialista lembrou que a versatilidade do camarão-da-espécie Litopenaeus vannamei exige soluções nutricionais adaptáveis, já que o cultivo ocorre em diferentes condições de salinidade e sistemas de produção. “Os aditivos trazem tecnologia capaz de modular os desafios de cada ambiente, sejam eles intensivos, semi-intensivos, abertos ou fechados. Hoje conseguimos, com empresas nacionais e internacionais, aplicar essa tecnologia em qualquer escala de produção — do pequeno ao grande produtor”, afirma.

De Angelis ressaltou ainda que, além de fatores climáticos e econômicos, os desafios genéticos e sanitários têm impulsionado o uso de estratégias nutricionais mais sofisticadas. “A partir do momento em que entendemos a funcionalidade dessas substâncias, conseguimos melhorar significativamente o desempenho zootécnico do animal”, observa.

Para ele, o próximo passo da carcinicultura brasileira está na mudança de mentalidade quanto à nutrição. “Ainda trabalhamos muito na base. Precisamos entender que a tecnologia veio para ficar e para resolver as dores do produtor. Quando mudamos esse olhar, passamos a usar a nutrição funcional como aliada real da produtividade”, conclui.

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