Por Caroline Mendes | caroline@dc7comunica.com.br
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) divulgou nota manifestando preocupação com as tratativas entre os governos do Brasil e dos Estados Unidos após o anúncio norte-americano de imposição de tarifas de 50% sobre importações de produtos brasileiros. A medida, que impacta diretamente o comércio internacional, pode gerar reflexos importantes sobre cadeias exportadoras da proteína animal.
“Apesar da balança comercial ser deficitária para o Brasil, os embarques de proteína animal para os Estados Unidos têm relevância para as cadeias produtoras, gerando divisas importantes para a sustentabilidade dos setores exportadores”, ressaltou a entidade.
A ABPA destaca que os Estados Unidos ocupam hoje o 12º lugar no ranking de principais destinos da carne suína brasileira. Entre janeiro e junho de 2025, foram exportadas 14,9 mil toneladas para o país, com uma receita acumulada de US$ 31,6 milhões. Já no segmento de ovos, o mercado norte-americano é o principal destino das exportações brasileiras, com 15,2 mil toneladas embarcadas no primeiro semestre deste ano, o que resultou em receitas de US$ 33,1 milhões.
Por outro lado, a carne de frango brasileira atualmente não é exportada para os EUA, segundo a associação.
Diante do cenário, a ABPA reforçou a expectativa do setor produtivo de que “as negociações se mantenham dentro do mais alto nível das tratativas comerciais e que tenhamos uma rápida solução diplomática”, afirmando ainda que esse tipo de condução é uma “tradição nas relações entre as duas nações”.
A entidade segue acompanhando de perto os desdobramentos da política comercial norte-americana e defende o diálogo institucional como caminho para preservar a competitividade do agronegócio brasileiro e a estabilidade nas relações bilaterais.
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