INDICADORES CEPEA
BEZERRO MS: R$ 3.159,04
BEZERRO SP: R$ 3.036,75
BOI GORDO: R$ 342,95
SOJA PR: R$ 120,38
SOJA PORTO: R$ 126,20
MILHO: R$ 67,67
SUÍNO CARC.: R$ 10,21 =
SUÍNO PR: R$ 6,67
SUÍNO SC: R$ 6,63
SUÍNO SP: R$ 6,96 =
BEZERRO MS: R$ 3.159,04
BEZERRO SP: R$ 3.036,75
BOI GORDO: R$ 342,95
SOJA PR: R$ 120,38
SOJA PORTO: R$ 126,20
MILHO: R$ 67,67
SUÍNO CARC.: R$ 10,21 =
SUÍNO PR: R$ 6,67
SUÍNO SC: R$ 6,63
SUÍNO SP: R$ 6,96 =
Publicidade

Conteúdo

ABPA apresenta projeções otimistas para avicultura, suinocultura e ovos no Brasil

Produção e consumo interno devem se manter em crescimento estável até 2026, com destaque para a expansão das exportações de carne suína e ovos
Por Camila Santos
Compartilhe este post
20 anos da FeedFood

Camila Santos, camila@dc7comunica.com.br

Publicidade

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) apresentou nesta terça-feira (20), em coletiva de imprensa híbrida realizada em São Paulo (SP), as projeções e perspectivas para a avicultura e a suinocultura brasileiras nos próximos dois anos. O encontro reuniu a diretoria da entidade, representada pelo presidente Ricardo Santin, pela diretora técnica Sula Alves, pelo diretor administrativo e financeiro José Perboyre, pelo diretor de relações institucionais Marcelo Osório, pelo gerente-executivo de Mercados Estevão Carvalho e pela gerente de marketing e promoção comercial, Isis Sardella.

Durante a coletiva, foram divulgados dados que confirmam o protagonismo do Brasil no fornecimento global de proteínas animais, além de reforçar a importância do setor no abastecimento doméstico. Os números revelam crescimento consistente na produção de carnes de frango e suína, bem como um salto expressivo nas exportações de ovos, que despontam como uma nova frente de oportunidades comerciais

Suinocultura: estabilidade no consumo e forte desempenho externo

Segundo os dados apresentados pela ABPA, a produção brasileira de carne suína deverá alcançar até *5,42 milhões de toneladas em 2025, o que representa um crescimento de 2,2% em relação a 2024. Para 2026, a expectativa é de novo avanço, chegando a até *5,55 milhões de toneladas, ou seja, alta de 2,4% sobre o ano anterior.

Foto: reprodução
O consumo per capita de carne suína no Brasil também deve permanecer estável, próximo a 18,7 quilos por habitante por ano

O destaque, no entanto, está nas exportações. Após encerrar 2024 com 1,35 milhão de toneladas embarcadas, a suinocultura projeta atingir 1,45 milhão de toneladas em 2025, um salto de 7,2%. Em 2026, a meta é de até 1,55 milhão de toneladas, crescimento de mais 7%. O desempenho reforça a consolidação do Brasil como um dos principais fornecedores globais de carne suína, com expansão para mercados consolidados e também novas frentes comerciais.

Apesar da alta nas exportações, a disponibilidade interna deve se manter estável, girando em torno de 3,95 a 4 milhões de toneladas ao longo do período. O consumo per capita de carne suína no Brasil também deve permanecer estável, próximo a 18,7 quilos por habitante por ano, demonstrando que a produção crescente está sendo absorvida em grande parte pelo mercado internacional.

Avicultura: recuperação nas exportações e maior oferta ao consumidor interno

Na carne de frango, principal proteína animal consumida no Brasil, as projeções da ABPA apontam para crescimento na produção e leve oscilação nos embarques. Em 2024, o país produziu 14,97 milhões de toneladas. Para 2025, a expectativa é de *15,4 milhões de toneladas, avanço de 3%. Em 2026, a produção poderá alcançar *15,7 milhões de toneladas, alta adicional de 2%.

Disponibilidade de carne de frango no mercado interno será ampliada. De 9,67 milhões de toneladas em 2024, deve avançar para 10,2 milhões de toneladas em 2025

As exportações, que somaram *5,29 milhões de toneladas em 2024, devem sofrer pequena retração de 2% em 2025, chegando a 5,2 milhões. Contudo, de acordo com a ABPA, em 2026, a tendência é de recuperação, com crescimento de 5,8% e retorno ao patamar de 5,5 milhões de toneladas exportadas.

A disponibilidade de carne de frango no mercado interno será ampliada. De 9,67 milhões de toneladas em 2024, deve avançar para 10,2 milhões de toneladas em 2025, mantendo-se nesse patamar em 2026. Isso se reflete diretamente no consumo per capita, que passará de 45,5 quilos por habitante em 2024 para 47,8 quilos em 2025, permanecendo estável em 2026. O crescimento evidencia a importância da proteína como a principal alternativa acessível ao consumidor brasileiro.

Ovos: consumo interno elevado e exportações em expansão

Um dos pontos de maior destaque do levantamento da ABPA foi o panorama da produção e exportação de ovos. O setor, que já vinha em trajetória de crescimento, deve acelerar ainda mais nos próximos anos. Em 2024, a produção foi de 57,6 bilhões de unidades. Para 2025, a expectativa é alcançar 62 bilhões de ovos, incremento de 7,5%. Já em 2026, o volume deve chegar a 65 bilhões de unidades, com alta de 4,8% em relação ao ano anterior.

Em 2024, cada brasileiro consumiu em média 269 ovos por ano. Em 2025, esse número deve subir para 288 unidades, avançando para 306 ovos em 2026

O consumo interno também continuará crescendo. Em 2024, cada brasileiro consumiu em média 269 ovos por ano. Em 2025, esse número deve subir para 288 unidades, avançando para 306 ovos em 2026. Essa trajetória confirma o papel do ovo como alimento nutritivo, acessível e cada vez mais presente na dieta da população.

O maior salto, contudo, será registrado nas exportações. Após encerrar 2024 com 18,4 mil toneladas exportadas, o setor projeta mais que dobrar os embarques em 2025, atingindo 40 mil toneladas, um crescimento de 116%. Para 2026, o número pode chegar a 45 mil toneladas, alta de 12,5% sobre o ano anterior. A ampliação abre espaço para consolidar o Brasil como fornecedor competitivo no mercado global de ovos, explorando nichos em países da Ásia e do Oriente Médio.

Expansão sustentável e foco na competitividade

De acordo com o presidente da ABPA, Ricardo Santin, os números refletem o esforço contínuo do setor para ampliar mercados externos, fortalecer a segurança alimentar e manter o abastecimento interno. “O Brasil segue como protagonista na produção mundial de proteína animal, com estabilidade no consumo interno e grande potencial de crescimento nas exportações”, destacou.

O cenário positivo também é resultado da resiliência do setor frente aos desafios internacionais, como questões sanitárias, logísticas e de competitividade. A manutenção do equilíbrio entre produção, exportação e abastecimento interno demonstra a força da cadeia produtiva brasileira, que se posiciona como estratégica para a segurança alimentar global.

LEIA TAMBÉM:

Congresso APA de Ovos será realizado em Limeira (SP) de 9 a 12 de março de 2026

Cobb-Vantress celebra 30 anos no Brasil e reforça estratégias para eclosão e redução de mortalidade

Demanda aquecida impulsiona alta nos preços do frango e dos ovos

Você está em:

Compartilhar

Publicidade

Leia mais sobre :