Por Caroline Mendes | caroline@dc7comunica.com.br
Entre os assuntos de maior repercussão no SBSS 2025 esteve o uso do óxido de zinco (ZnO) em dietas de leitões pós-desmame. Considerado durante anos um “coringa” no controle de diarreias, o aditivo já foi alvo de restrições severas na União Europeia, cujo processo de proibição foi detalhado pelo pesquisador Leandro Hackenhaar, convidado a compartilhar a experiência internacional.
Segundo ele, a principal motivação para o banimento foi ambiental. O acúmulo de zinco no solo, derivado da aplicação de dejetos animais, gerou preocupações crescentes, com registros de contaminação de lençóis freáticos e impactos sobre o desenvolvimento vegetal. Embora não totalmente comprovado, também pesou a suspeita de que o uso prolongado pudesse contribuir para a resistência bacteriana a antibióticos. Com base nesses riscos, a União Europeia estabeleceu limites em 2017 e definiu a retirada completa em 2023, após um período de transição de cinco anos.
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