A produção de proteína animal ocupa papel estratégico na segurança alimentar global. Carne, leite e ovos são fontes essenciais de nutrientes e movimentam cadeias produtivas complexas, que geram milhões de empregos e contribuem significativamente para o PIB de diversos países, especialmente no Brasil. Nesse cenário, a sustentabilidade deixou de ser um diferencial para se tornar um pilar central da competitividade e da perenidade do setor.
Sustentabilidade, nesse contexto, vai muito além da preservação ambiental. Trata-se da integração equilibrada entre eficiência econômica, responsabilidade social e gestão ambiental. Um sistema produtivo só é verdadeiramente sustentável quando consegue produzir de forma rentável, respeitando recursos naturais e promovendo desenvolvimento nas comunidades onde está inserido.
Eficiência produtiva e redução de impacto. A intensificação sustentável é uma das principais estratégias na produção de proteína animal. Produzir mais com menos recursos terra, água, insumos e energia reduz a pressão sobre ecossistemas e amplia a eficiência do sistema. Tecnologias como melhoramento genético, nutrição de precisão, manejo sanitário avançado e automação têm permitido ganhos expressivos de produtividade.
Na pecuária de corte, por exemplo, animais mais eficientes convertem alimento em carne com maior rapidez, reduzindo idade ao abate e, consequentemente, emissões por quilo produzido. Na produção de leite e na avicultura, avanços em genética e nutrição também contribuem para menor uso de recursos por unidade de proteína gerada. Sustentabilidade, nesse sentido, está diretamente ligada à eficiência técnica.
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