O mercado da suinocultura brasileira iniciou a semana em ambiente de relativa estabilidade, com movimento moderado nas negociações e variações pontuais entre as principais praças produtoras do País. Os levantamentos mais recentes apontam que o período de fim de ano, tradicionalmente marcado por menor volume de operações, contribui para um cenário de preços firmes, mas sem grandes oscilações.
De acordo com indicadores do Cepea/Esalq, o suíno vivo apresentou estabilidade na maior parte das regiões acompanhadas, com registros de leves altas em alguns estados. Em praças como São Paulo e Paraná, as cotações avançaram de forma discreta, enquanto em mercados como Minas Gerais, Santa Catarina e Rio Grande do Sul prevaleceu o movimento de manutenção dos valores.
Os preços praticados seguem variando conforme a região, refletindo dinâmicas específicas de oferta, demanda e logística. Em linhas gerais, as referências permanecem sustentadas pelo consumo de proteína animal no mercado interno e pela competitividade da carne suína frente a outras proteínas, especialmente a bovina, que ainda apresenta patamares elevados em diversas regiões.

O comportamento relativamente estável também está associado ao ritmo mais lento típico do período que antecede o Ano Novo. Com menor intensidade de compras industriais e operações comerciais mais pontuais, o mercado tende a operar de forma mais contida, com expectativa de maior movimentação somente a partir de janeiro, quando as atividades retornam em ritmo mais intenso.
Em Santa Catarina, a Associação Catarinense de Criadores de Suínos divulgou referências para o início da semana, contemplando valores base pagos por grandes indústrias e cotações regionais. As bolsas de suínos de estados como São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul também indicam patamares firmes, em linha com o cenário nacional de estabilidade.
Com isso, a suinocultura fecha o período de fim de ano em ambiente equilibrado, acompanhando de perto o comportamento do consumo e a retomada gradual do ritmo normal de negócios ao longo das primeiras semanas do novo ano.
Fonte: Cepea/Esalq e Associação Catarinense de Criadores de Suínos, adaptado pela equipe Feed&Food.
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