A situação do mercado de carne suína, o controle dos custos produtivos e o potencial de crescimento do consumo brasileiro estiveram entre os temas discutidos por lideranças da cadeia durante painel realizado no SIAVS 2026, em São Paulo (SP). O evento ocorreu entre 4 e 6 de agosto, no Distrito Anhembi.
Marcelo Lopes, presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), avaliou que os preços atravessam um período menos favorável, mas demonstrou expectativa de recuperação do mercado nos próximos ciclos.
Consumo ainda tem espaço para crescer
O presidente da Associação Brasileira das Empresas de Genética de Suínos (Abegs), Alexandre Rosa, apontou potencial para o consumo brasileiro alcançar 30 kg de carne suína por habitante ao ano. Para chegar a níveis mais elevados, segundo ele, a cadeia também precisará avançar na gestão e no controle dos custos de produção.

O patamar citado por Rosa ainda está distante dos números atuais. Em 2025, o consumo brasileiro foi de 19,1 kg por habitante e, para 2026, a ABPA projeta avanço para até 20 kg. A disponibilidade doméstica pode chegar a aproximadamente 4,27 milhões de toneladas neste ano.
Exportações sustentam perspectiva positiva
No mercado internacional, Valdomiro Ferreira Júnior, presidente da Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS), destacou o aumento da participação brasileira nas exportações mundiais.
Os números recentes reforçam essa trajetória. O Brasil encerrou o primeiro semestre de 2026 com 794,2 mil toneladas exportadas, crescimento de 10% sobre igual período do ano anterior e o melhor resultado histórico para um primeiro semestre.
Para o conjunto de 2026, a ABPA projeta produção de até 5,87 milhões de toneladas e exportações de até 1,6 milhão de toneladas, altas de até 5% e 5,9%, respectivamente.



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