Os preços da soja encerraram fevereiro em queda, retornando aos patamares reais observados em 2024. A desvalorização do dólar frente ao Real e a perspectiva de ampla oferta no Brasil reduziram a paridade de exportação e pressionaram as cotações no mercado doméstico.
Com o câmbio menos favorável às exportações, a competitividade da soja brasileira frente à norte-americana diminuiu, o que impactou diretamente a formação de preços. A retração da moeda norte-americana reduziu a atratividade dos embarques e influenciou o comportamento dos compradores.
Além do fator cambial, o mercado segue acompanhando o desenvolvimento da safra 2025/26. Apesar de adversidades climáticas em regiões do Sul e do Sudeste, agentes consultados mantêm expectativa positiva quanto ao volume total produzido no País.

As perdas pontuais de potencial produtivo nessas áreas tendem a ser compensadas pelo bom desempenho em outras regiões, especialmente no Centro-Oeste, que sustenta grande parte da produção nacional. Essa recomposição limita impactos mais expressivos sobre a oferta agregada.
Com perspectiva de safra robusta e cenário cambial menos favorável, o mercado opera com viés de acomodação nos preços. A expectativa de disponibilidade elevada no curto prazo reduz a pressão compradora e mantém o ritmo mais moderado nas negociações.
O comportamento das cotações nos próximos meses deve continuar atrelado à evolução do câmbio, ao ritmo das exportações e à consolidação do volume final da colheita brasileira.
Fonte: Cepea, adaptado pela equipe Feed&Food
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