Por Caroline Mendes | caroline@dc7comunica.com.br
O mercado de grãos no Brasil vive momentos distintos para soja e milho, segundo dados do Cepea. A soja mantém demanda aquecida, tanto no mercado interno quanto para exportações, mas enfrenta limitações de alta nos preços devido à oscilação cambial e ao aumento dos custos logísticos. O frete da região oeste do Paraná até o Porto de Paranaguá, por exemplo, subiu cerca de 30% no último mês, reduzindo a margem dos produtores.
Mesmo com prêmios de exportação em elevação, superando US$ 1,60 por bushel, e boa procura internacional, a valorização do real frente ao dólar e a queda nas cotações da Bolsa de Chicago impediram ganhos mais expressivos para a oleaginosa no mercado brasileiro.

Já o milho segue em trajetória oposta. As cotações permanecem pressionadas pela elevada oferta doméstica e pela demanda enfraquecida, com compradores atuando de forma pontual e vendedores priorizando atividades de campo. No cenário externo, os embarques seguem tímidos: em maio, o Brasil exportou apenas 39,9 mil toneladas do cereal, volume muito abaixo das 413 mil toneladas registradas no mesmo mês de 2024.
O contraste entre os dois mercados reforça a influência das variáveis externas e logísticas sobre as cadeias de grãos no País, com a soja sustentada pela procura e o milho ainda à espera de sinais mais consistentes de recuperação.
LEIA TAMBÉM:
Coreia do Sul, Angola e Catar retiram restrições à carne de aves do Brasil
Soja sobe e milho recua no mercado brasileiro, aponta Cepea
Setor de proteína animal gera US$ 1,92 bilhão a mais nas exportações até julho





