Os preços da soja apresentam estabilidade neste início de fevereiro, refletindo a atuação simultânea de fatores de sustentação e de pressão sobre o mercado. Levantamentos do Cepea indicam que a oleaginosa mantém equilíbrio nas cotações após oscilações recentes.
De um lado, a valorização no mercado externo, o avanço do dólar e a firme demanda internacional pela soja brasileira contribuem para dar suporte aos preços. Esses elementos seguem favorecendo a competitividade do produto nacional no comércio global.
Por outro, a retração significativa dos prêmios de exportação tem limitado o repasse das altas internacionais ao mercado doméstico. O movimento reduz o impacto direto das cotações externas sobre os negócios no Brasil.

Na Bolsa de Chicago (CME Group), os preços receberam impulso após encontro recente entre os presidentes dos Estados Unidos e da China, quando o país asiático reafirmou o compromisso de ampliar as compras de soja norte-americana nas temporadas atual e seguinte, conforme análise de pesquisadores do Cepea.
No comércio exterior, o ritmo das exportações brasileiras reforça o cenário de demanda aquecida. Em janeiro de 2026, os embarques somaram 1,87 milhão de toneladas, volume 75,5% superior ao registrado no mesmo mês do ano passado, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).
A China manteve a posição de principal destino da oleaginosa brasileira no período, respondendo por 57,2% do total exportado. O desempenho evidencia a relevância do país asiático na sustentação do fluxo comercial do grão.
O cenário indica um mercado atento às movimentações internacionais, ao comportamento cambial e à evolução dos prêmios de exportação, fatores que devem seguir influenciando as cotações no curto prazo.
Fonte: Cepea, adaptado pela equipe Feed&Food
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