Por Caroline Mendes | caroline@dc7comunica.com.br
O mercado brasileiro de grãos apresentou comportamentos distintos em abril, segundo levantamento do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada). A soja registrou leve valorização, sustentada pela demanda internacional aquecida, enquanto os preços do milho recuaram diante da cautela dos compradores e do avanço da colheita no Brasil.
Soja: alta moderada e otimismo com a China
A soja encerrou abril em alta, refletindo expectativas de maior demanda da China e os impactos da guerra comercial entre chineses e norte-americanos. O Indicador CEPEA/ESALQ – Paraná subiu 1,5% frente a março, com média de R$ 129,83/saca de 60 kg. Em Paranaguá, o indicador teve avanço de 0,9%, fechando o mês a R$ 134,68/sc.
Apesar da safra recorde no Brasil e da melhora na produtividade na Argentina, que limitaram o fôlego das cotações, o otimismo com o aumento das compras chinesas segurou os preços em patamar positivo. A China continua como principal destino da oleaginosa brasileira, respondendo por mais de 70% das exportações nacionais.
Nos derivados, o farelo de soja recuou 2,1% nas regiões acompanhadas pelo Cepea, e o óleo manteve estabilidade, embora acumule alta de 19% em relação a abril de 2024, em termos reais.

Milho: queda nos preços e colheita acelerada
Já o milho enfrentou forte recuo nos preços. O Indicador ESALQ/BM&FBovespa caiu 8,6% no acumulado do mês, encerrando abril a R$ 80,13/saca. A média mensal também foi 6% inferior à de março. A pressão veio da postura retraída de compradores, que optaram por consumir estoques e aguardaram novas desvalorizações.
A colheita da primeira safra avançou rapidamente e já chegou a 71,9% da área até o fim de abril, segundo a Conab. Paralelamente, a semeadura da segunda safra foi finalizada e as lavouras mostram bom desenvolvimento, com expectativa de produção nacional em 124,74 milhões de toneladas, 8% acima da temporada anterior.
Apesar disso, as exportações seguem firmes. Nos primeiros 17 dias úteis de abril, o Brasil embarcou 141 mil toneladas de milho, 113% a mais que no mesmo período de 2024. Ainda assim, a Conab prevê queda nos embarques totais do ano, de 38,5 para 34 milhões de toneladas.
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