Por Caroline Mendes | caroline@dc7comunica.com.br
Diante da persistência da Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) em diversas regiões do país, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) está avaliando formalmente a possibilidade de implementar um programa nacional de vacinação em aves comerciais. A proposta surge como resposta à escalada de surtos que, desde 2022, afetaram milhões de aves e geraram impactos significativos na produção e no comércio internacional.
De acordo com autoridades sanitárias norte-americanas, a vacinação não será adotada de forma imediata. O órgão federal está conduzindo consultas com especialistas da indústria, pesquisadores e organizações internacionais para avaliar os riscos e benefícios da medida. Entre os principais pontos de atenção estão o impacto potencial sobre as exportações – já que muitos mercados não aceitam produtos de países que vacinam contra a Influenza aviária – e a eficácia das vacinas disponíveis diante das novas variantes do vírus H5N1.

O debate também envolve considerações sobre biosseguridade. Atualmente, os EUA adotam protocolos rigorosos de controle sanitário e abate preventivo em casos de contaminação, estratégia que, embora eficaz em alguns aspectos, tem se mostrado onerosa e de alto impacto econômico. A vacinação surge, nesse contexto, como alternativa para mitigar perdas e proteger plantéis em larga escala.
A decisão final sobre a adoção da vacina ainda não foi anunciada. Enquanto isso, a indústria avícola acompanha de perto as discussões, ciente de que uma eventual mudança na política de prevenção americana poderá influenciar também outros grandes produtores globais, como o Brasil.
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