A Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística de São Paulo (Semil) e a Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) formalizaram uma parceria para implementar o Centro de Ciência para o Desenvolvimento de Sistemas Hidroviários Interiores (HIDROSIS).
Sediado na Poli-USP, na capital paulista, o projeto terá execução prevista entre 2026 e 2030. O foco será a produção de estudos, modelos e ferramentas para o planejamento da Hidrovia Tietê-Paraná. A iniciativa não prevê obras de infraestrutura nesta etapa.
Cinco eixos orientarão estudos
O HIDROSIS está registrado na FAPESP sob o processo 2025/07367-4. As pesquisas serão divididas em cinco eixos: competitividade do transporte hidroviário; redes integradas de transporte; implantação de Centros Produtivos e Comerciais; programação da passagem pelas eclusas; e desenvolvimento de embarcações com eficiência energética, combustíveis alternativos e navegação autônoma.
A agenda tem relação direta com o agronegócio. A Hidrovia Tietê-Paraná é utilizada no transporte de soja, farelo de soja, milho e derivados da cana-de-açúcar, entre outras cargas.
“O HIDROSIS nasce com o propósito de aproximar a pesquisa desenvolvida na Universidade de São Paulo das necessidades concretas do planejamento”, afirma André Bergsten Mendes, coordenador do projeto.

Financiamento e governança
Segundo a Semil, a FAPESP financiará R$ 3,9 milhões em atividades de pesquisa por meio de um termo de outorga firmado com a USP. O acordo entre a secretaria e a universidade não envolve transferência direta de recursos.
A USP ficará responsável pela coordenação científica, enquanto a Semil atuará na articulação institucional e na aproximação dos estudos com as demandas da gestão pública.
“Estamos unindo a expertise da universidade e as necessidades do poder público para transformar conhecimento em resultados concretos”, declara Denis Gerage Amorim, subsecretário de Logística e Transportes.
Resultados ainda são previstos
Entre as entregas planejadas estão diagnósticos da hidrovia, bases de dados georreferenciadas, estudos de integração hidroferroviária, simuladores de tráfego e subsídios para políticas públicas.
Essas entregas ainda dependem da execução das pesquisas. Possíveis reduções de custos, ganhos de eficiência ou benefícios ambientais precisarão ser demonstrados pelos estudos e não constituem resultados já alcançados.



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