A colheita da segunda safra de milho 2025/26 em Mato Grosso entrou na fase final. Após alcançar cerca de 80% da área em 23 de julho, os trabalhos avançaram para 90,66% na atualização mais recente. Mantido o ritmo, a retirada dos grãos deve ser concluída na primeira quinzena de agosto.
Produção deve estabelecer novo recorde
A estimativa do projeto Imea em Campo aponta produção de 57,06 milhões de toneladas, crescimento de 2,92% em relação à temporada anterior. A produtividade média foi projetada em 128,64 sacas por hectare, acima das 127,27 sacas registradas no ciclo 2024/25.
O desempenho está relacionado à expansão da área cultivada e às condições climáticas favoráveis observadas durante boa parte do desenvolvimento das lavouras.

Com a perspectiva de maior produção, o Valor Bruto da Produção (VBP) do milho foi estimado em R$ 42,27 bilhões em 2026, alta de 7,94% sobre o valor projetado para 2025. O cereal deverá representar 25,74% do VBP da agricultura mato-grossense.
Preço ainda não cobre todos os custos
Apesar do volume recorde, a rentabilidade exige atenção. O Custo Operacional Efetivo (COE) da safra 2026/27 foi estimado em R$ 5.493,40 por hectare, enquanto o Custo Operacional Total (COT) ficou em R$ 6.057,70. Ambos recuaram aproximadamente 0,6% em junho.
Considerando a produtividade de 128,64 sacas por hectare, o produtor precisa negociar o milho a pelo menos R$ 42,70 por saca para cobrir o COE e a R$ 47,09 para pagar o COT.
O preço médio projetado para a próxima temporada é de R$ 44,76 por saca. O valor supera o primeiro ponto de equilíbrio, mas ainda fica abaixo do necessário para cobrir integralmente os custos operacionais.



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